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    Defesa de Chico Rodrigues diz ao STF que ele não foi intimado pois passou mal

    Encontro com oficial de Justiça estava marcado para as 17h desta segunda, mas, segundo a defesa, o senador 'precisou de atendimento pelo serviço de saúde'

    Gabriela Coelho e Gabrielle Varela, da CNN, em Brasília 

    A defesa do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) informou ao ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira (19) que ele não recebeu a intimação de seu afastamento do mandato porque passou mal.

    O encontro com o oficial de Justiça estava marcado para as 17h desta segunda, mas, segundo a defesa, o senador “precisou de atendimento pelo serviço de saúde do Senado, razão pela qual não teve condições de comparecer”.

    Um novo encontro foi marcado para a manhã desta terça. Segundo os advogados, Chico Rodrigues “jamais estaria se esquivando da respectiva intimação”.

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    “Esta defesa tomou conhecimento de que havia sido marcado com a então defesa técnica do requerente hoje, às 17h, encontro com o oficial de justiça José Paulo para que esse procedesse à intimação do requerente. Ocorre que, na data de hoje, o requerente passou mal e precisou de atendimento pelo serviço de saúde do Senado, razão pela qual não teve condições de comparecer ao citado encontro para intimação. Diante disso, em respeito e acatamento a essa Suprema Corte, demonstrando de forma inequívoca que o requerente jamais estaria se esquivando da respectiva intimação, o segundo signatário propôs e ficou acordado, com o referido oficial, data e local na manhã de amanhã para o cumprimento da diligência”, diz a defesa no documento.

    Na semana passada, o ministro Barroso pediu que o plenário da Corte julgue a decisão que ele tomou na véspera de determinar o afastamento por 90 dias do senador, flagrado com dinheiro na cueca em operação realizada pela Polícia Federal que apura desvio de recursos para o enfrentamento da Covid-19.

    Em seguida, o presidente do Supremo, ministro Luiz Fux, decidiu pautar no plenário da Corte na próxima quarta-feira (21) a decisão do colega.

    O Senado ainda terá de decidir se mantém ou derruba a decisão do Supremo de afastar Chico Rodrigues. Ainda não houve uma manifestação formal dos senadores sobre o assunto.