Defesa de Ciro Nogueira nega indicação de ex-presidente do BRB

Advogado afirma que Ciro Nogueira chegou a ter desentendimentos com Paulo Henrique Costa

Helena Prestes, da CNN Brasil*, Brasília
Compartilhar matéria

Em entrevista à CNN, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay e responsável pela defesa do senador Ciro Nogueira, afirmou que o parlamentar não foi o responsável pela indicação do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa ao cargo.

“Eu vi que alguém disse que o Ciro indicou o ex-presidente do BRB. Isso não é verdade”, disse a defesa do parlamentar.

Segundo Kakay, Ciro Nogueira chegou a ter desentendimentos com o ex-presidente do BRB.

"Eles não se davam, houve até um desentendimento uma vez, por outros motivos", afirmou à CNN.

Como mostrou a CNN, Nogueira teria sido o responsável pela indicação de Paulo Henrique Costa para assumir o comando do banco. A informação foi confirmada à CNN por fontes do Governo do Distrito Federal.

Segundo interlocutores, o senador teria contado com a proximidade que tem com a então vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão — que também é do Progressistas —, e com Ibaneis Rocha (MDB), à época governador do DF, para apoiar o nome de Paulo Henrique para a presidência do Banco de Brasília.

Ainda de acordo com fontes do governo do DF, foi Ciro Nogueira quem aproximou Daniel Vorcaro, ex-presidente do Master, a Ibaneis e ao próprio Paulo Henrique. A partir daí, começaram as negociações do BRB para tentar comprar o banco.

O senador Ciro Nogueira foi um dos principais alvos da 5ª fase da operação da PF realizada na última quinta-feira (7) sobre investigações do caso Master. As investigações apontam que o parlamentar teria utilizado o mandato a favor de Vorcaro e recebido grandes quantidades de dinheiro em troca. Durante a ação, agentes realizaram buscas na residência do senador, em Brasília, e apreenderam o celular e um tablet do parlamentar.

Presidente do BRB (Banco de Brasília) entre 2019 e 2025, Paulo Henrique Costa foi preso no último mês, na 4ª fase da Operação Compliance Zero da PF (Polícia Federal).

A PF investiga se Costa recebeu R$ 140 milhões de Daniel Vorcaro como propina para viabilizar a compra do Banco Master pela instituição financeira de Brasília. Na última quarta-feira (6), a defesa de Costa pediu transferência para uma sala de Estado-Maior para que ele dê início à negociação de uma colaboração premiada.

O pedido está com o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).