Defesa de Lulinha cita relatório da PF e fala de "ilegalidade" em inquérito
A Polícia Federal divulgou na última quinta-feira (3) um relatório em que aponta um maior rigor do ministro do Supremo com o caso envolvendo o filho do presidente Lula

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva - o Lulinha - disse nesta sexta-feira (4) que o relatório produzido pela PF (Polícia Federal) sobre o tratamento do ministro André Mendonça relativo a seu caso envolvendo o INSS corrobora "apontamentos de ilegitimidade da estrutura investigativa".
Em nota divulgada pelo advogado do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a defesa cita uma "contaminação" do ministro relator em relação ao caso do INSS, sob a acusação de "criação de novos inquéritos expressamente alheios à operação".
O documento assinado pelo advogado Guilherme Suguimori também indica a ocorrência de pescaria probatória por parte de André Mendonça.
A informação veiculada pela PF sustenta uma percepção de rigorosidade do ministro, comparando os critérios adotados por Mendonça em apurações envolvendo Lulinha, e ACM Neto (União), candidato ao governo da Bahia.
Segundo o relatório, em uma reunião presencial realizada em 13 de agosto, Mendonça manifestou a percepção de que ACM Neto aparentava exercer atividade de representação de interesses dentro dos limites permitidos. O caso relacionado ao candidato tramita sob sigilo, está pendente de decisão judicial e, segundo o documento, recebeu parecer contrário da PGR à adoção de medidas ostensivas naquele momento.
A PF diz, porém, que a situação guarda semelhanças com a de Lulinha, alvo de dois inquéritos sob a relatoria de Mendonça que apuram suspeitas de tráfico de influência no governo federal.
“A situação fática apurada quanto a ele guarda similaridade relevante com a de Fábio Luís Lula da Silva, o que sugere a adoção de standards probatórios distintos conforme o espectro político da pessoa envolvida nos fatos”, afirma o relatório.


