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    Defesa de Marcelo Câmara pede ao STF nova data para depoimento à PF

    Argumento é que não houve direito à defesa do assegurado, além de coronel ter sido "coagido" a ficar em silêncio

    Fachada da sede da Polícia Federal (PF) em Brasília
    Fachada da sede da Polícia Federal (PF) em Brasília Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Gabriela PradoJussara Soaresda CNN

    Brasília

    A defesa do ex-assessor de Jair Bolsonaro e coronel do Exército, Marcelo Câmara, pediu que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorize um novo depoimento dele à Polícia Federal (PF).

    O argumento é que Câmara não teve direito à defesa assegurado, além de ter sido “coagido” a ficar em silêncio.

    Segundo a defesa, o militar tem “a intenção de colaborar com as investigações e com a correta elucidação dos fatos respondendo a todas as perguntas possíveis”.

    Câmara estava entre os 23 intimados para serem ouvidos simultaneamente sobre a investigação de uma suposta tentativa de golpe de Estado. Ele cumpre prisão preventiva e depois de ir à PF para o depoimento, voltou para a prisão.

    O militar ficou em silêncio, pois segundo a defesa estava sem a presença do advogado quando a PF iniciou o depoimento.

    O advogado do militar Eduardo Kuntz afirmou que estava, no mesmo horário, no depoimento de outro investigado atendido por ele, Tércio Arnaud Thomaz. De acordo com Kuntz, autoridade policial justificou o “adiantado da hora” e que “não tinha tempo de aguardar o encerramento do depoimento de Tércio”.

    Já fontes ligadas à investigação alegaram à CNN que o advogado não compareceu no horário agendado e adiantou que não tinha intenção de agendar um novo depoimento.

    Diante disso, a defesa de Câmara enviou a Moraes, nesta sexta-feira (23), um pedido para definição imediata de uma nova data.

    OAB acionada

    Além do pedido ao STF, a defesa acionou também a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como adiantou a analista de política da CNN, Basília Rodrigues. Câmara foi preso na operação Tempus Veritatis, por determinação de Alexandre de Moraes.

    As investigações apontam que o coronel atuava no monitoramento da agenda de Moraes e de outras autoridades para concluir a prisão deles em caso da conclusão do golpe.