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    Defesa de privatização na campanha vira obstáculo para Tebet assumir PPI

    Programa defendido pela senadora difere de pontos-chave defendidos pela transição e pelo PT

    Caio Junqueirada CNN

    O programa de governo defendido pela senadora Simone Tebet (MDB-MS) na campanha presidencial virou o principal obstáculo para que o PT aceite transferir o bilionário Programa de Parceria e Investimentos (PPI) para o Ministério do Planejamento.

    Tebet sinalizou que aceitará assumir o Planejamento. O motivo para o obstáculo é que o programa defendido pela senadora difere de pontos-chave defendidos pela transição e pelo PT.

    O documento, por exemplo, defendia a realização no primeiro biênio a privatização das Companhias Docas, cujos portos de Santos, Bahia e Pará já integram a carteira do PPI para serem privatizados. A transição de governo, porém, tem visão oposta.

    O futuro ministro dos Portos e Aeroportos, Marcio França, já se posicionou contrário à privatização em alinhamento com uma posição defendida pelo grupo de trabalho da transição.

    Outro ponto de divergência do programa de Tebet com a transição é que o documento previa uma nova rodada de concessões com a inclusão de grandes aeroportos como Galeão e Santos Dumont — ambos no Rio de Janeiro —, mas a equipe de transição sinalizou que pararia para estudar melhor.

    Tebet também defendeu que leilões de saneamento fossem acelerados, mas o PT deixou claro ter ressalvas ao novo marco legal de saneamento e não descarta revê-lo.