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    Defesa diz ao STF que Bolsonaro vai ficar em silêncio até ter acesso a dados de celulares

    Estratégia de advogados do ex-presidente se refere a depoimento sobre suposta tentativa de golpe, marcado para a próxima quinta-feira (22)

    Bolsonaro é esperado para depor na próxima quinta-feira (22)
    Bolsonaro é esperado para depor na próxima quinta-feira (22) 04/10/2022REUTERS/Adriano Machado

    Lucas Mendesda CNN

    Brasília

    A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ele não prestará depoimento até que tenha acesso à íntegra de conteúdos obtidos a partir de celulares apreendidos na operação sobre suposta tentativa de golpe.

    O documento foi apresentado nesta segunda-feira (19) pelos advogados de Bolsonaro ao ministro do STF Alexandre de Mores no inquérito das milícias digitais.

    Segundo a defesa, “em decorrência da falta de acesso a todos os elementos de prova, o peticionário [Bolsonaro] opta, por enquanto, pelo uso do silêncio, não abdicando de prestar as devidas declarações assim que tiver conhecimento integral dos elementos”.

    A Polícia Federal (PF) intimou o ex-chefe do Executivo e aliados para depoimentos sobre a investigação que apura tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito.

    A oitiva de Bolsonaro está marcada para as 14h30 desta quinta-feira (22).

    Conforme os advogados do ex-presidente, a decisão em que Moraes autorizou a operação contra Bolsonaro, ex-auxiliares e aliados, em 8 de fevereiro, contém trechos de “supostas conversas presentes nos celulares apreendidos” ao longo da investigação, “mídias as quais a Defesa não teve acesso até hoje”.

    “O acesso completo a esses elementos é crucial para que seja garantido o exercício do seu direito de defesa ― e mesmo de resposta a público ―, de maneira adequada e efetiva”, afirmaram os advogados.

    Um dos elementos que a defesa quer ter acesso é o conteúdo completo da colaboração premiada do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid.