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    Depoimento de Cid gera expectativa enorme por fatos novos, diz cientista político

    À CNN Rádio, Marco Antônio Teixeira afirmou que as 12 horas de depoimento do tenente-coronel à PF dificilmente serão “cortina de fumaça”

    Então presidente Jair Bolsonaro e seu então ajudante de ordens, Mauro Cid
    Então presidente Jair Bolsonaro e seu então ajudante de ordens, Mauro Cid 18/06/2019REUTERS/Adriano Machado

    Amanda Garciada CNN

    O depoimento de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), – que durou cerca de 12 horas – à Polícia Federal “gera expectativa enorme” para fatos novos sobre o suposto esquema de venda de joias.

    A análise é do professor de ciência política da FGV-SP Marco Antônio Teixeira.

    “O tempo do depoimento não é trivial, e, até o momento, não houve indício de vazamento de informações, o que se espera é que coisas novas surjam”, disse, à CNN Rádio.

    Na avaliação de Teixeira, por outro lado, o silêncio do ex-presidente e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, além do advogado Fabio Wajngarten, foram frustrantes.

    Mesmo assim, ele vê como difícil que o longo depoimento de Cid seja “cortina de fumaça”: “Ao que tudo indica, a PF deve ter preenchido lacunas de dúvidas.”

    Veja mais: Estratégia de Bolsonaro foi definida na véspera de depoimento, dizem fontes

    G. Dias na CPI do 8 de janeiro

    A “super-quinta” ainda teve o depoimento do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Gonçalves Dias, que estava no posto quando ocorreram os ataques criminosos de 8 de janeiro.

    Para Marco Antônio Teixeira, G. Dias “procurou ignorar a oposição, já que qualquer deslize serviria de prato cheio para desgastar o governo” e não trouxe fatos novos.

    *Com produção de Isabel Campos