Depoimento de Witzel à PF ainda não tem data marcada

No dia 26 de maio, a Polícia Federal cumpriu mandados de buscas e apreensão contra o governador e a primeira-dama Helena Witzel

Governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC)
Governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC) Foto: CNN (26.mai.2020)

Paula Martini

Da CNN, no Rio

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Uma semana após ser alvo da Operação Placebo, o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), ainda não foi intimado a depor pela Polícia Federal. A expectativa era de que ele fosse ouvido esta semana na superintendência da corporação no Rio de Janeiro. 

No entanto, a defesa diz que o governador do Rio não foi procurado para marcar a data do depoimento até esta quarta-feira (3). Os advogados afirmam que Witzel está à disposição, e que ele quer prestar esclarecimentos o quanto antes.

Na terça-feira, dia 26, a Polícia Federal cumpriu mandados de buscas e apreensão contra o governador e a primeira-dama Helena Witzel por suspeita de fraudes em contratos da saúde. Na decisão do STJ que autorizou a operação, o ministro Benedito Gonçalves delegou a competência da investigação à PF e determinou “oitiva imediata dos investigados”. 

Uma defesa prévia de Witzel já foi apresentada. No documento, os advogados questionam os argumentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) que embasaram a abertura da investigação.

A defesa também solicitou uma audiência com o ministro Benedito Gonçalves, e aguarda uma data para tratar o caso junto ao STJ.

A Polícia Federal ainda analisa o material apreendido durante a operação Placebo. Os depoimentos só serão marcados após essa fase.

As investigações estão a cargo do Serviço de Inquéritos Especiais – SINQ, da Sede do órgão, em Brasília

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