Deputado pede informações sobre escritório americano contratado pela AGU

Parlamentar levanta suspeitas de "lobby" em contratação

Stêvão Limana, da CNN, São Paulo
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O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) protocolou um requerimento de informações à AGU (Advocacia-Geral da União) sobre a contratação do escritório de advocacia norte-americano Arnold & Porter Kaye Scholer, que representará o Brasil nos Estados Unidos.

No pedido, o parlamentar solicita detalhes sobre “as circunstâncias, finalidades, valores e prazos do referido contrato”.

Entre os questionamentos apresentados no documento estão:

  • se foram “previstos valores máximos para honorários”
  • se há “cronograma de desembolso ou previsão de pagamento por demanda”
  • se a AGU já “definiu os casos ou sanções específicas frente às quais atuará o escritório americano”
  • se se foi “elaborado um escopo de serviços com metas e entregas previstas no prazo contratual”

A contratação do escritório foi feita por inexigibilidade de licitação, com valor máximo de US$ 3,5 milhões em até 48 meses, para atuar “administrativa e judicialmente em defesa do Estado brasileiro no âmbito das sanções impostas pelo governo norte-americano”, como mostrou a CNN.

À CNN, Luiz Philippe disse que o requerimento foi protocolado pois “não podemos aceitar que a AGU, que deveria zelar pelos interesses do Estado brasileiro, esteja financiando contratos que se confundem com advocacia privada e lobby político internacional”.

O movimento ocorre após os Estados Unidos suspenderem os vistos de diversas autoridades brasileiras, além de aplicarem a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A legislação prevê sanções financeiras e restrições de visto a pessoas envolvidas, segundo o governo americano, em violações de direitos humanos e corrupção.

Em nota, a Advocacia Geral da União informou que assim que receber o requerimento irá prestar as informações ao deputado.