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    Deputados debatem possibilidade de abertura de CPI para investigar joias sauditas

    José Medeiros (PL-MT) e Zé Neto (PT-BA) comentaram a possibilidade de uma CPI sobre o caso; senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou, em entrevista à CNN, ser favorável à abertura

    Ludmila CandalVinícius Tadeuda CNN

    em São Paulo

    O senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da Comissão de Transparência e Fiscalização do Senado, afirmou, em entrevista à CNN no domingo (12), ser favorável à abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o envio de joias ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Aziz defendeu investigar se a venda de uma refinaria da Petrobras a um grupo dos Emirados Árabes tem relação com o envio das joias pelo governo da Arábia Saudita.

    Em painel realizado nesta segunda-feira (13), os deputados federais José Medeiros (PL-MT) e Zé Neto (PT-BA) comentaram a possibilidade de uma CPI sobre o caso.

    José Medeiros avalia não há necessidade de abertura de uma CPI, considerando que, segundo ele, o caso foi esclarecido.

    “Eu não creio que a Câmara deva perder o tempo precioso com a abertura de um caso que está totalmente claro, um caso que não é a primeira vez que um presidente da República recebe presentes. Todos os presidentes da República, aliás, todas as vezes praticamente que líderes se encontram há essa troca de presentes”, disse Medeiros.

    Para o parlamentar do PL, há uma tentativa do governo federal de criar o que chamou de “cortina de fumaça”.

    “Abrir uma CPI para uma joia que já está claro que veio, a Receita apreendeu essa joia e está tudo esclarecido. O que vejo é que a base do governo quer criar uma grande cortina de fumaça, assim como foi o assunto yanomami, assim como têm sido várias outras coisas. O fato do governo não ter feito ainda a sua base no Congresso tem originado esse tipo de factoide”, disse.

    O deputado Zé Neto afirmou que a situação é mais grave do que um mal-entendido. “Não se trata apenas de uma situação relevante que houve um mal entendido – não é isso. São colares e pérolas de 16,5 milhões, que são de forma muito benevolente presenteadas para o ex-presidente e sua esposa, no mesmo período que se negociava a venda da RLAM”.

    A Refinaria Landulpho Alves (RLAM), localizada em São Francisco do Conde, na Bahia, foi vendida em novembro de 2022 para o Mubadala Capital, subsidiária de gestão de ativos de um fundo soberano de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

    “Eu sou aqui da Bahia e sei a importância que tivemos aqui, toda a nossa história, da Refinaria Landulpho Alves, a primeira, mais antiga e mais importante, eu diria, na história do petróleo brasileiro. Foi vendida por metade do preço. O senador Omar Aziz quer investigar por que tem coisas a mais”, disse Neto.

    Veja o Painel CNN completo no vídeo acima.

    (Publicado por Lucas Rocha)