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    Devemos dizer “eu te amo” todos os dias para democracia, diz Aras

    Procurador-geral da República discursou durante abertura do ano do Judiciário, no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF)

    CNN

    O procurador-geral da República, Augusto Aras, declarou, nesta quarta-feira (1º), que é necessário dizer todos os dias: “Democracia, eu te amo, eu te amo, eu te amo.”

    Em um discurso ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) na abertura do ano do Judiciário, Aras afirmou que a democracia brasileira “conquistada a duras penas exigiu sangue, suor e lágrimas de muitos brasileiros”.

    “Nós, cidadãos do Estado Democrático de Direito precisamos dizer todos os dias: democracia, eu te amo, eu te amo, eu te amo”, afirmou o procurador-geral, antes de repetir novamente a frase em nome do Ministério Público brasileiro.

    Ao comentar o momento político do país, Aras afirmou que a polarização política é “expressão legítima da intensidade e diversidade da vida democrática em um país”.

    “[A polarização] exige também o respeito às diferenças. A promoção da cultura da tolerância é um dever permanente de todos”, ponderou.

    Enquanto argumentava que “o pluralismo político é o fundamento da República”, o procurador-geral também fez comentários sobre os atos criminosos de 8 de janeiro.

    “A violência não se compatibiliza com a racionalidade inerente ao regime democrático”, declarou.

    Ele informou que o Ministério Público Federal (MPF) ofereceu, até esta terça-feira (30), 525 denúncias, 14 pedidos de prisão e nove requerimentos de busca e apreensão por conta dos atos.

    “É hora de pacificar, é hora de reconciliar”, acrescentou.

    Durante seu discurso, Aras fez uma série de citações, como o ex-ministro Celso de Mello, a historiadora Lilia Schwarcz, o jurista Ruy Barbosa e papa Francisco, por exemplo.

    A última citação durante sua fala foi a um artigo do ex-senador Demóstenes Torres, que foi contratado como advogado de defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres – preso desde o dia 14 acusado de ser conivente e omisso durante os ataques às sedes dos Três Poderes.

    Publicado por Léo Lopes, com informações de Gabriela Coelho e Teo Cury, da CNN em Brasília