Dezesseis anos depois, Marta Suplicy volta à Prefeitura como secretária de Covas

A ex-prefeita foi nomeada nesta sexta-feira (1º) como nova secretária municipal de Relações Internacionais de São Paulo

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), e a secretária municipal de Relações Internacionais, a ex-prefeita Marta Suplicy
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), e a secretária municipal de Relações Internacionais, a ex-prefeita Marta Suplicy Foto: Instagram @brunocovas

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

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Em 1º de janeiro de 2005, Marta Suplicy deixou a Prefeitura de São Paulo após ter sido derrotada por um candidato do PSDB, José Serra, nas eleições do ano anterior. Dezesseis anos depois, a ex-prefeita já não está mais no PT e volta à Prefeitura, justamente em uma administração tucana.

Diário Oficial da Cidade desta sexta-feira (1º) registrou a nomeação de Marta Suplicy como nova secretária municipal de Relações Internacionais, assinada pelo prefeito reeleito Bruno Covas (PSDB). 

Bruno Covas tomou posse nesta sexta em seu segundo mandato como prefeito de São Paulo, com duração até o final de 2024. O prefeito manteve 11 secretários, deslocou três pessoas que ocupavam outras funções e recrutou nove novos assessores.

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Aliada de Covas desde a campanha, a ex-prefeita foi uma das apostas do tucano para frear o crescimento de Guilherme Boulos (PSOL) na periferia da cidade.

Enquanto Boulos tinha o “Erundinamóvel”, com a sua candidata a vice e também ex-prefeita Luiza Erundina (PSOL), Covas lançou o “Martamóvel”, um carro para que a ex-prefeita pudesse se deslocar sem o risco de contaminação pela Covid-19.

Apesar das diferenças políticas entre o PSDB e o PT em São Paulo, Marta e Covas citaram algumas vezes ao longo da campanha as eleições municipais de 2000.

No pleito, o então governador Mário Covas, avô do prefeito reeleito, apoiou Marta no segundo turno da disputa pela Prefeitura de São Paulo contra Paulo Maluf (PPB, atual PP).

Marta Suplicy foi filiada ao PT até 2015, passou pelo MDB entre 2015 e 2018 e foi filiada por poucos meses ao Solidariedade em 2020. Atualmente, está sem partido. Em sua trajetória política, foi deputada federal, prefeita, senadora e ministra do Turismo e da Cultura.

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