Dino ainda não comunicou auxiliares sobre STF e clima é de apreensão na Justiça, dizem fontes

Entorno do ministro teme que uma eventual nova pasta, oriunda da separação entre Segurança Pública e Justiça, seja usada para contemplar aliados e fazer gestos para a opinião pública

Pedro Venceslau e Clarissa Oliveira
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O entorno do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), está acompanhando pela imprensa a movimentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para selar a indicação do pessebista para a vaga de Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal e o clima é de apreensão na pasta, segundo fontes ouvidas pela CNN.

“Estamos totalmente no escuro. Flávio não falou com ninguém ainda”, disse um auxiliar do chefe.

A leitura no núcleo mais próximo do ministro é que a provável escolha de Dino seria a comprovação de que Lula é impermeável às pressões do PT.

O partido fez campanha abertamente pela escolha do AGU, Jorge Messias, para o STF, e para o subprocurador Antonio Carlos Bigonha para a PGR.

Apesar de serem frontalmente contra a ideia de separar a Segurança Pública da Justiça, o entorno de Dino teme que uma eventual nova pasta seja usada para contemplar aliados e fazer gestos para a opinião pública.

Uma das hipóteses avaliadas por Lula é a indicação da ministra Simone Tebet (MDB) para cuidar da área.

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