Diretor do BC nega "pressão" em liquidação do Banco Master
Ministro Dias Toffoli retirou sigilo de depoimento de Ailton Aquino à Polícia Federal
Em depoimento à PF (Polícia Federal), o diretor de Fiscalização BC (Banco Central), Ailton Aquino, afirmou que não houve "pressão" na liquidação do Banco Master.
“Que eu tenha conhecimento como diretor de fiscalização, eu não conheço e não recebi nenhuma pressão em termos de liquidar ou não liquidar de autoridades da República. Não tenho conhecimento. [...] Todos os itens do artigo 5º, no caso em tela da liquidação, foram observados.”
Aquino ainda relatou que a medida prudencial — uma ação com o objetivo de prevenir crises em sistemas financeiros — aplicada ao BRB (Banco de Brasília) não possui relação com a aquisição do Banco Master.
“A medida prudencial foi depois da negativa da aquisição. Então, não tem nenhuma conexão”, relatou o diretor.
Na noite de quinta-feira (30), o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou o sigilo dos depoimentos dos envolvidos no caso Master.
Além de Aquino, também foram divulgadas as oitivas dos banqueiros Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.
A decisão atendeu a um pedido do próprio BC. As oitivas foram prestadas à PF em 30 de dezembro do ano passado.


