Distorções do PL Antifacção foram corrigidas no Senado, diz diretor da PF
Andrei Rodrigues falou a jornalistas que “era inaceitável o que foi inicialmente proposto na Câmara”

O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, comentou novamente o PL Antifacção, de autoria do governo federal, que foi enviado à Câmara dos Deputados e sofreu mudanças no texto original. Para Rodrigues, “era inaceitável o que foi inicialmente proposto”, se referindo ao relatório do deputado Guilherme Derrite (PP-SP).
Após muitos embates, o texto foi alterado e aprovado na Câmara e enviado ao Senado Federal, onde, na avaliação do diretor-geral, “corrigiu distorções”.
“Tivemos desde o início um diálogo aberto, franco e honesto com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Sempre aberto. Era inaceitável o que foi proposto inicialmente na Câmara dos Deputados, que restringia a atuação da PF e recursos. Era de difícil compreensão”, disse a jornalistas.
Segundo ele, com a nova análise pelo relator no Senado e “distorções corrigidas”, o PL dará mais segurança jurídica à polícia.
Facções x máfias
Defensor da manutenção do termo facção aos grupos criminosos no Brasil, diferente de uma ala que defendia a mudança para grupos terroristas ou máfia, Andrei Rodrigues declarou que há diferenças.
“O texto afasta e consolida o modelo de interpretação de máfias e que teria que ter novo órgão. Me posicionei contrário e boa parte da academia jurídica concorda. Não é um novo órgão público que vai melhorar o combate ao crime organizado. Não é importando modelo ao Brasil que vamos conseguir enfrentar. Reitero que essa agência que faz enfrentamento contra crime organizado se chama Polícia Federal”, pontuou.


