Distrito Federal: saiba quem são os pré-candidatos ao governo e ao Senado

Atual governador foi surpresa em 2018 e deve tentar a reeleição; senadores podem ser seus adversários

Palácio do Buriti, em Brasília, sede do governo do Distrito Federal
Palácio do Buriti, em Brasília, sede do governo do Distrito Federal André Borges/Agência Brasília/Governo do Distrito Federal

Brayan Valêncio*colaboração para a CNN

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Um levantamento realizado pela CNN apontou quem são os pré-candidatos para o governo distrital e para o Senado no Distrito Federal.

Os partidos podem mudar as indicações até 5 de agosto, quando acaba o prazo para a escolha de candidatos e candidatas.

Os pré-candidatos ao governo distrital

O Distrito Federal passa pela avaliação do mandato de Ibaneis Rocha (MDB), atual governador, eleito em 2018.

O chefe do Executivo já confirmou que vai concorrer à reeleição e deve enfrentar um cenário bem diferente do último pleito, quando aparecia com pouca intenção de voto nas pesquisas, mas cresceu e acabou se tornando governador sem nunca ter disputado uma eleição.

Ibaneis construiu uma carreira na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal e se lançou na política, conseguindo derrubar o então governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Agora, o atual governador enfrenta opositores.

Quem também está no páreo é o senador Izalci Lucas (PSDB), crítico de Ibaneis. Ele iniciou a carreira política em 2003, quando se tornou deputado distrital.

A senadora e ex-jogadora de vôlei Leila Barros (PDT), que se desfiliou recentemente do Cidadania, também quer ser candidata ao governo distrital. Com a confirmação de federação com o PSDB, Leila deixou sua antiga legenda justamente para não concorrer internamente com Izalci, que já está posto como candidato dos tucanos.

Mesmo se forem derrotados, Izalci e Leila continuarão como senadores, já que ainda estão na metade de seus mandatos.

Reguffe (União Brasil) é o senador que está em fim de mandato e pode entrar na disputa pelo comando do Palácio do Buriti.

Entre os pré-candidatos do PT está a professora da rede pública Rosilene Corrêa. Com o apoio da ala feminina do partido, ela ocupa o cargo de diretora no Sindicato dos Professores do Distrito Federal.

Mas quem também quer estar no palanque do ex-presidente Lula como candidato é o ex-deputado distrital e federal Geraldo Magela. Ele chegou a disputar o governo em 2002, mas foi derrotado por menos de 1% de diferença. Amigo pessoal de Lula, Magela está há alguns anos sem cargo público e essa pode ser a oportunidade de voltar ao cenário e conquistar o cargo que perdeu por 15 mil votos 20 anos atrás.

A centro-esquerda ainda tem outros dois nomes. O PV deve sair com Leandro Grass, deputado distrital e recém-filiado à sigla.

O outro pré-candidato da oposição é Rafael Parente (PSB), ex-secretário de Educação do DF, que conta com o apoio do ex-governador Rodrigo Rollemberg para aglutinar apoio de partidos de esquerda.

O PSOL lançou em março a candidatura de Keka Bagno, conselheira tutelar que já disputou em 2018 como candidata a vice-governadora.

Pelo DC, o professor universitário Lucas Salles é mais um que já está com a chapa em formação.

João Vicente Goulart, filho do ex-presidente João Goulart, é o nome do PCdoB, partido que preside no DF. Ele foi candidato à Presidência em 2018 e é um dos fundadores do PDT, sigla pela qual foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul.

Os pré-candidatos ao Senado

Apesar de trabalhar para ser governador, Reguffe (União Brasil) ainda tem a possibilidade de disputar a reeleição ao Senado. Se ele não concorrer, quem busca estar ao lado do político no pleito é Paulo Roque, pré-candidato pelo Novo, especialista em Direito do Consumidor, e candidato derrotado ao Senado em 2018.

A ex-ministra-chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda (PL), deixou o cargo e deve compor a chapa de Ibaneis Rocha. Ela é deputada federal e foi apresentadora de programas televisivos. Formada em Direito, foi a deputada mais votada na disputa à Câmara em 2018 no DF.

Recém-filiada ao Republicanos, Damares Alves saiu do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e também pode ser candidata ao Senado.

O PT deve lançar Érika Kokay. Deputada federal desde 2011, ela pode ser a representante da esquerda na disputa, principalmente em contraponto a Flávia Arruda. Em 2018, ela foi a segunda deputada mais votada do DF à Câmara dos Deputados.

O dono da União Química e fabricante da vacina Sputnik V no Brasil é mais um nome não oficial, mas cotado para a corrida ao Senado. Fernando Marques foi o candidato mais rico do país nas eleições de 2018 e recentemente se filiou ao Progressistas ao lado do ex-governador Rogério Rosso.

A cientista política e professora Ana Prestes, neta de Luiz Carlos Prestes, anunciou que será candidata pelo PCdoB. Ex-secretária de Educação em Contagem, em Minas Gerais, ela chegou a disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2018, mas não obteve sucesso.

O primeiro turno da eleição de 2022 está marcado para acontecer no primeiro domingo de outubro, dia 2. E, caso seja necessário, o segundo turno será realizado no dia 30 do mesmo mês.

Confira abaixo os senadores cujos mandatos terminam em 2023. As vagas deles no Senado estarão em jogo nas eleições deste ano

A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto pela TV e por nossas plataformas digitais.

* Com informações de Luana Franzão, Gabriela Ghiraldelli e Leonardo Rodrigues, da CNN, em São Paulo

 

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