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    Eleições 2022

    “Do lado do PT eu não estarei”, diz Zema sobre eventual 2º turno presidencial

    À CNN, governador de Minas Gerais e candidato à reeleição faz críticas a partido de Lula e fala sobre possibilidade de apoiar Bolsonaro após 1º turno

    CNN

    O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), candidato à reeleição, disse, em entrevista à CNN nesta quarta-feira (7), que não estará ao lado do PT em um eventual segundo turno entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais.

    “Eu posso te adiantar uma coisa: Minas Gerais foi destruída, ficou em uma situação caótica devido ao governo PT/Pimentel, e eu não acredito em um governo que deixa de lado todas as questões fundamentais – ética, combate à corrupção. Então, do lado do PT eu não estarei”, afirmou Zema, citando seu antecessor no governo do estado, Fernando Pimentel (PT).

    No primeiro turno da disputa presidencial, Zema disse apoiar o candidato do seu partido, Felipe D’Avila (Novo). Questionado se, em um segundo turno entre Bolsonaro e Lula, estaria no palanque do atual presidente, ele afirmou que verá “como será a eleição” no primeiro turno.

    “É algo a se ver após o dia 2 de outubro. Neste momento é impossível predizer isso. Vamos ver como será a eleição, como será a minha situação e a do presidente caso venhamos a ter um segundo turno”, pontuou.

    O governador de Minas Gerais ainda falou que se opõe à polarização atual entre Lula e Bolsonaro, líderes das pesquisas. “Não acredito nesse discurso de ódio, onde se colocam classes uma contra as outras”, pontuou.

    Sobre a negociação com a União para chegar a um acordo de recuperação fiscal para os estados, Zema disse acreditar que não haverá tratamento diferenciado aos governadores de partidos que farão oposição ao próximo presidente.

    “Existe uma certa ilusão de que tendo prefeito, governador, presidente do mesmo partido, as coisas se resolvam. Tem prevalecido, e ainda bem para todos nós brasileiros, procedimentos técnicos. Então acredito que não haverá grandes diferenças”, afirmou o governador.

    O candidato lembrou que o seu antecessor, Fernando Pimentel, governou durante o mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), acrescentando críticas ao ex-governador.

    “Tenho de lembrar aqui que durante o governo PT/Pimentel em Minas, que foi uma tragédia, a presidente era do PT, a presidente Dilma. E, mesmo assim, Minas Gerais atrasou os salários para o funcionalismo público, R$ 600 mil, não fez os repasses para os municípios, criou-se aqui um caos.”

    Zema ainda afirmou que, em caso de reeleição, terá mais facilidade de governar, já que espera a eleição de uma base na Assembleia.

    “Nós vamos ter um segundo mandato muito melhor do que o primeiro, porque nesses quatro anos eu tive que pagar 30 bilhões de dívidas do governo PT/Pimentel e, no segundo, eu já estarei livre desse ônus”, concluiu o candidato do Novo.

    Durante a semana, a CNN realizou entrevistas com os principais candidatos ao governo de Minas Gerais. Na segunda-feira (5), o senador Carlos Viana (PL) foi entrevistado. Na terça (6), era a vez de Alexandre Kalil (PSD), mas ele não compareceu à entrevista e justificou, em nota, sua ausência.

    Debate

    As emissoras CNN e SBT, o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja, o portal Terra e a rádio NovaBrasilFM formaram um pool para realizar o debate entre os candidatos à Presidência da República, que acontecerá no dia 24 de setembro.

    O debate será transmitido ao vivo pela CNN na TV e por nossas plataformas digitais.

    Fotos – os candidatos ao governo de Minas Gerais