Documentário sobre Bolsonaro reforçará campanha de Flávio, diz Sóstenes

Pré-estreia em Brasília reuniu parlamentares do PL e aliados; ideia é usar longa para fidelizar o eleitorado

Davi Alencar e Helena Prestes, da CNN Brasil*
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O documentário "Colisão dos Destinos", que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro (PL), deve ser utilizado para reforçar a campanha eleitoral do senador e filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).

Com pré-estreia realizada em Brasília nesta quarta-feira (15), o filme aborda a infância, vida militar e avanços políticos de Bolsonaro, com marco temporal de encerramento no episódio da facada em Juiz de Fora (MG), em setembro de 2018.

Segundo Sóstenes, a peça não se configura como campanha eleitoral antecipada por ter sido gravada em 2024. Na época, Bolsonaro ainda não havia sido preso por tentativa de golpe de Estado e seu quadro de saúde não era tão grave.

"Nada é por acaso. Claro que gostaríamos de um filme mais atualizado, mas se fosse, poderia ser visto pela legislação como campanha antecipada. Como não tem nenhum anúncio de candidatura indicada por ele [Bolsonaro], não tem a prisão dele, não pode ser visto como eleitoreiro. Por não estar atualizado, nos dá uma brilhante ferramenta de pré-campanha", afirmou Sóstenes ao sair da sessão. Flávio Bolsonaro não compareceu ao evento.

O parlamentar também mencionou a intenção de veicular o documentário em praças de estados e municípios para que "o povo veja a realidade de um grande líder político".

"Já falei para todos. Eu vou fazer campanha com este documentário nos municípios do meu estado para todos verem a história de um homem que admiramos, que o Brasil admira e que tenho certeza que ao ocupar praças, isso vai emocionar as pessoas", concluiu.

Dirigido por Doriel Francisco, o longa-metragem será lançado nos cinemas no próximo dia 14.

Soltura de Ramagem

Ao término da exibição do documentário, Sóstenes e parlamentares da oposição comentaram a soltura do ex-deputado federal e ex-diretor geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem.

Preso na segunda-feira (13) pelo ICE, o departamento de imigração dos Estados Unidos, Ramagem foi solto nesta quarta após, segundo os parlamentares aliados, influência direta da Casa Branca.

Sóstenes afirmou que prisões decorrentes de CNH (Carteira Nacional de Educação) vencida “demoram muito mais do que o acontecido”, e que o Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, intercedeu para que Ramagem fosse solto de maneira mais célere.

O ex-deputado deve ficar nos Estados Unidos até ter o pedido de asilo analisado pelas autoridades americanas. À CNN, o empresário e influenciador Paulo Figueiredo afirmou que a liberação ocorreu após três dias de esforços e que não foi necessário o pagamento de fiança para a soltura. “Foram três dias de muito trabalho, mas agora Ramagem já está em casa”, disse.