Documento de Lula e Biden pode trazer mudança na lei trabalhista, dizem sindicalistas

Coordenador do fórum das centrais sindicais afirma que parceria valoriza agenda de modernização das relações de trabalho

Caio Junqueira, da CNN, São Paulo
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A parceria pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras firmada entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Joe Biden, poderá impulsionar o debate entre o governo, sindicatos e entidades patronais sobre mudanças na legislação trabalhista.

"A parceria valoriza essa agenda de regulação e modernização das relações de trabalho", disse à CNN o coordenador do fórum das centrais sindicais e ex-diretor do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.

De acordo com ele, a expectativa é de que ainda na primeira quinzena de outubro haja uma reunião tripartite com o Ministério do Trabalho, as centrais sindicais e as entidades patronais para avançar na negociação de um projeto de lei ainda neste ano para o Congresso.

Os debates até agora são focados em quatro temas:

  • fortalecimento do movimento sindical
  • autorregulação das relações entre sindicatos e entidades patronais
  • direito de negociação coletiva para servidores públicos
  • financiamento dos sindicatos a partir de uma taxa de sucesso decorrente das negociações salariais.

Clemente coloca outubro porque será preciso aguardar o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, retornar de uma viagem que fará à África. Até lá, haverá também mais conversas entre sindicatos e entidades patronais.

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