Doria aponta como ‘última alternativa’ endurecimento de medidas por isolamento

Para o governador de São Paulo, João Doria, é fundamental que a população esteja consciente a fim de proteger mais vidas durante a pandemia do novo coronavírus

Governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), durante coletiva de imprensa sobre novo coronavírus (09.abr.2020)
Governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), durante coletiva de imprensa sobre novo coronavírus (09.abr.2020) Foto: Governo do Estado de São Paulo

Da CNN, em São Paulo

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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (15) que não descarta a possibilidade de um endurecimento das medidas para garantir o isolamento social decretado no estado em razão da pandemia do novo coronavírus. No entanto, o governador aponta medidas como aplicação de multa ou prisão para quem descumprir a quarentena como “última alternativa”. A afirmação foi feita durante entrevista para a rádio Eldorado.

“Nós temos que apelar muito para a consciência das pessoas, muito. A questão do endurecimento é uma alternativa, mas ela é a última delas. Eu não gostaria, como governador, ter que declarar que vamos ter que prender pessoas pelo fato de estarem fazendo aglomerações”, declarou Doria.

O governador ainda afirmou que multas já vêm sendo aplicadas pelas prefeituras do estado aos comerciantes que estão abrindo de forma irregular. Ressaltou, contudo, que o fechamento dos estabelecimentos tem sido feito de forma dialogada, sem uso de força policial, e que não há casos de reincidentes até o momento. 

Ainda de acordo com Doria, o fundamental no momento atual é que a população tome consciência de que a proteção da vida é prioridade. “É fundamental que a população seja solidária. Quanto menos pessoas estiverem fazendo a quarentena, ou seja, obedecendo a orientação de isolamento social, maior o risco será dessas próprias pessoas se contaminarem, e sendo contaminadas, o risco de morte é algo bastante claro”, disse.

O governador afirmou ainda entender que manter as medidas de isolamento é um desafio para todos, mas ressaltou que o protocolo segue as recomendações das comunidades médica e científica, e que está sendo adotada por quase todos os países afetados pela crise.

“Nós temos 146 países no mundo com o coronavírus neste momento. Desses 146, em 143, a presidência da República, ou seja, os líderes desses países, orientaram seus cidadãos a fazerem o isolamento social. Apenas três países não tiveram essa orientação oficial, o Brasil e outros dois países que integram a antiga república soviética”, declarou.

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Mandetta

Questionado sobre sua avaliação quanto a fala do vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), que afirmou nesta terça-feira (14) que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, “cruzou a linha da bola” na entrevista no domingo ao “Fantástico”, da TV Globo, Doria afirmou que preferia não comentar: “Não me cabe”. 

Sem entrar na questão de governo, porém, Doria acabou classificando o ministro da Saúde como “sério”, “técnico”, “dedicado” e muito importante para o programa de combate ao COVID-19. “As orientações dele, dos seus secretários executivos e dos membros do ministério têm sido corretas, baseadas na ciência, na medicina e nas informações adequadas para orientar a população”, afirmou. (Com Estadão Conteúdo)

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