Doria e Witzel são mais bem-vistos do que Bolsonaro, aponta Datafolha

Pesquisa mostra o resultado de medidas adotadas durante pandemia

 
  Foto: Divulgação/Governo Estado de São Paulo

Stephanie Bevilaqua

CNN Brasil

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Durante a crise do coronavírus (COVID-19), os governadores de dois dos estados mais populosos do país passam a ser mais bem-aceitos do que o presidente da República. É o que indica o estudo feito pelo Datafolha divulgado nesta semana.
 
A pesquisa feita por telefone entre os dias 1º e 3 de abril mostra que, embora tenham apoiado a candidatura de Jair Bolsonaro (sem partido) durante as eleições de 2018, João Doria (PSDB) e Wilson Witzel (PSC) rebateram as medidas indicadas pelo presidente no combate à pandemia. Assim, superaram sua popularidade em relação à presidência. 
 
O Datafolha também aponta que 76% dos brasileiros defendem o isolamento social para conter a propagação do vírus, em pesquisa realizada no mesmo período. Nesta, foram entrevistada 1511 pessoas e a margem de erro é de três pontos percentuais. 
 
Witzel, que desafiou Bolsonaro, renovou o período de distanciamento enquanto o presidente defendia o isolamento vertical. Doria tem tomado medidas parecidas e disse em entrevista coletiva, no dia 20 de março deste, ano que o estado de São Paulo está fazendo o que deveria ser feito pelo líder do país. “O que o presidente Jair Bolsonaro, lamentavelmente, não faz, e quando faz, faz errado”, disse Doria. 
Os chefes de Estado de São Paulo e do Rio de Janeiro têm, respectivamente, 51% e 55% de aprovação da população. A margem de erro é de quatro pontos percentuais nessa amostra que ouviu 528 paulistas e 512 fluminenses.   
 
Mesmo tendo vencido no 1º e 2º turnos em todos os estados do Sudeste na eleições de 2018, Bolsonaro tem, hoje, 33% de aprovação em todo o país, de acordo com o estudo que apresenta uma margem de erro de três pontos percentuais.

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, sua popularidade segue com pontuação parecida: 28% e 34%, respectivamente. Aqueles que julgam o governo Bolsonaro ruim ou péssimo, já ultrapassam o saldo positivo e somam atualmente 34% de acordo com o levantamento nacional. 

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