Eduardo Bolsonaro diz que atos mostram que saída de Moro não afetou presidente

"A moral de Bolsonaro continua em alta. Em nada foi abalada pela saída do Moro", disse deputado federal em transmissão ao vivo

O deputado federal Eduardo Bolsonaro durante evento nos EUA (18.mar.2019)
O deputado federal Eduardo Bolsonaro durante evento nos EUA (18.mar.2019) Foto: Alan Santos/PR

Anna Russi 

Da CNN, em Brasília

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou que as manifestações pró-governo realizadas neste domingo (3) reforçam que a popularidade do presidente da República, Jair Bolsonaro, continua estável mesmo após a saída do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro.

“A moral de Bolsonaro continua em alta. Em nada foi abalada pela saída do Moro. Se foi abalada, foi somente nas primeiras horas, só até que o presidente fizesse seu pronunciamento esclarecendo as verdades. Essas manifestações mostram como Bolsonaro está grande”, disse em transmissão ao vivo no canal do partido Aliança pelo Brasil. 

O ato pó-Bolsonaro aconteceu mesmo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar aglomerações. Neste domingo, o número de contaminados no Brasil superou os 100 mil.

Mesmo sendo contrário às recomendações da OMS, Eduardo Bolsonaro admitiu que a possibilidade de uma repercussão negativa impede a realização de eventos que busquem assinaturas para a criação do partido. “É capaz da gente ser acusado de disseminar o vírus se a gente fizermos algum evento onde teriam pessoas assinando pró-aliança”, observou. 

A conversa virtual teve participação também da deputada federal Aline Sleutjes (PSL-PR), do deputado estadual Sargento Lima (PSL-SC) e da advogada do Aliança, Karina Kufa. A transmissão teve como objetivo esclarecer pontos sobre a criação do partido para apoiadores.

Eduardo Bolsonaro destacou que a postergação da criação do partido para as eleições 2022 dará mais tempo para que sejam aplicados filtros em possíveis integrantes do grupo político. 

“O próprio presidente Bolsonaro defendia que o partido não fosse criado para as eleições deste ano. Acredito que formando o partido para 2022 haverá o tempo necessário para que a gente crie um filtro, bem como essa ideia dos cursos para que parlamentares eleitos saibam defender as bandeiras corretas que nós defendemos”, comentou.

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