Eduardo Bolsonaro será meu suplente ao Senado, diz André do Prado

Pré-candidato afirmou que a candidatura à Casa Alta em São Paulo deveria ser do ex-deputado

Lorenzo Santiago, Fabricio Julião e Álvaro Augusto, da CNN Brasil, Brasília e São Paulo
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O deputado estadual e pré-candidato ao Senado pelo PL, André do Prado (SP), disse neste sábado (20) que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) será seu suplente na disputa pela Casa Alta em São Paulo. Em evento do lançamento da chapa para a corrida eleitoral, ele afirmou que os dois "estarão juntos" nas eleições.

"Ele continua como meu 1º suplente, existem recursos que ainda podem ser impetrados e a gente acredita que o plenário do Supremo possa reverter isso", afirmou.

Durante o evento de lançamento da pré-candidatura, André do Prado disse que a candidatura ao Senado em São Paulo deveria ser de Eduardo.

“Agradeço ao Eduardo pelo apoio e confiança, porque essa vaga era para ser dele, e o Eduardo não vai poder disputar o Senado. Obrigado a ele por essa confiança. Defenderei no Senado todas as pautas da direita, que o Eduardo também defende, para garantir a atuação dos nossos valores", disse durante o evento de lançamento da pré-candidatura.

André do Prado também disse que não vai abdicar ao cargo de senador, caso seja eleito, para dar lugar a Eduardo Bolsonaro.

 

O evento foi realizado em Guarulhos. Também estiveram no encontro o governador do estado Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).

Flávio também comentou sobre a situação política de Eduardo. Durante o lançamento da chapa, o senador disse que "não foi uma decisão fácil" a decisão pelo nome do André do Prado.

"Infelizmente, por conta de uma suposta defesa da democracia, fizeram abusos e o Eduardo não pôde estar aqui com a gente hoje", declarou Flávio.

Na última terça-feira (16), Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 2 anos e 4 meses de prisão por coação no curso do processo que apurou uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. Além da privação de liberdade, a Suprema Corte também determinou que o ex-deputado pague 50 dias-multa, fixados no valor de dois salários mínimos cada, e impôs uma restrição eleitoral que pode se estender por até 12 anos e 2 meses.