Eduardo defende Valdemar após operação e minimiza indicação de emendas

Em publicação, o ex-deputado disse que procedimento é uma "prática do ofício" e não deveria causar "espanto"

Manoela Carlucci, da CNN Brasil
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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) saiu em defesa do presidente de Valdemar Costa Neto, presidente do PL (Partido Liberal), após ele ter R$ 119 milhões bloqueados em decorrência de operação da Polícia Federal que apura o direcionamento irregular de ao menos 21 emendas parlamentares.

No X (antigo Twitter), Eduardo afirmou que esse tipo de procedimento é uma "prática do ofício de todos os deputados e senadores" e não deveria ser motivo de "espanto".

"Nunca recebi qualquer pedido do Presidente Valdemar para indicar emendas e, justamente por isso, sinto-me à vontade para esclarecer algo que nem todos conhecem: a indicação de emendas parlamentares é uma prática do ofício de todos os deputados e senadores, independentemente de partido ou espectro ideológico", publicou.

De acordo com ele, "trata-se do funcionamento normal do processo orçamentário".

"Não é incomum, inclusive, que parlamentares de diferentes correntes políticas combinem entre si a destinação desses recursos para as mesmas instituições."

"Não é motivo de espanto, portanto, ver hospitais recebendo emendas de deputados tanto de direita quanto de esquerda. Trata-se do funcionamento normal do processo orçamentário", acrescentou.

Na publicação, Eduardo diz ainda que a transformação desses atos em "algo criminoso" é uma interpretação que encontra respaldo "em uma leitura visivelmente enviesada e política do direito".

Entenda

Valdemar Costa Neto é suspeito de direcionamento irregular de emendas parlamentares. Em decisão, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, apontou que o presidente do PL teria indicado ao menos 21 emendas parlamentares que totalizariam R$ 119 milhões.

O ministro também determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, o equivalente aos valores irregulares apontados na investigação.

A determinação veio após apurações da PF (Polícia Federal) apontarem que Valdemar teria utilizado servidores da Câmara dos Deputados para direcionar verbas públicas de forma oculta, por meio de registros fraudulentos.