Eduardo Girão: ‘Brasil vive uma caçada a ideias conservadoras’

Nesta quinta-feira (19), CPI da Pandemia ouve o dono da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, e votam requerimentos

Produzido por Basília Rodrigues, da CNN, em Brasília

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O senador Eduardo Girão (Podemos-CE), titular da CPI da Pandemia, disse à CNN nesta quinta-feira (19) que o Brasil está vivendo uma “caçada a ideias conservadoras”.

Hoje, a comissão, além de ouvir o dono da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, votará requerimentos que tratam da de sigilo de pessoas que estão por trás de perfis na internet, como no WhatsApp e em redes sociais, que fazem parte de uma suposta milícia digital.

“O que estamos vendo no Brasil hoje é uma caçada a ideias conservadoras, e isso é muito perigoso porque é uma liberdade de expressão, é algo que vai voltando com a censura no Brasil. Um dia começa com site, blog e produtoras e depois vai para a imprensa”, avaliou Girão.

Para o senador, estamos presenciando uma “escalada autoritária” dentro da CPI da Pandemia e também nos tribunais superiores, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que está “desmonetizando sites e blogs que procuram levar informações políticas para as pessoas”.

“Eles estão ultrapassando os limites legais de processar e ir atrás de buscar danos morais. Você não pode fazer pré-julgamento, e é isso que estamos vendo, de forma extremamente e agressiva, dentro da CPI.”

Senador Eduardo Girão (Podemos-CE), titular da CPI da Pandemia
Senador Eduardo Girão (Podemos-CE), titular da CPI da Pandemia
Foto: CNN Brasil (19.ago.2021)

A CPI da Pandemia ouve hoje o dono da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano. A empresa está envolvida em suspeitas de irregularidades ao intermediar a compra da vacina Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech, junto ao Ministério da Saúde.

A presença de Maximiano é aguardada com expectativa na comissão. Ele já teve o depoimento adiado quatro vezes, além de um pedido rejeitado no Supremo Tribunal Federal (STF) para que não precisasse comparecer.

Maximiano vai munido de um habeas corpus que permite que ele permaneça em silêncio em assuntos que possam incriminá-lo.

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