Eleitor jovem pode ser decisivo diante da polarização, diz cientista político

Em entrevista à CNN, Marco Antonio Teixeira afirmou que candidatos que não dialogarem com este público podem enfrentar dificuldades

Vinícius TadeuRenata Souzada CNN

em São Paulo

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O eleitorado jovem pode ser decisivo nas eleições deste ano, segundo avaliação do cientista político da Faculdade Getulio Vargas (FGV) Marco Antonio Teixeira, em entrevista à CNN nesta quinta-feira (5).

“Se nós estamos imaginando que vamos ter uma eleição polarizada, muito disputada, entre os candidatos mais competitivos, o jovem pode ser o fator decisivo nessa eleição”, afirmou.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre janeiro e abril deste ano, mais de 2 milhões de jovens entre 16 e 18 anos emitiram o título de eleitor no Brasil.

De acordo com o presidente do TSE, ministro Edson Fachin, o número representa um aumento de 47,2% em relação ao mesmo período em 2018 e de 57,4% quando comparada aos quatro primeiros meses do ano de 2014.

Para Teixeira, a entrada desse público na eleição traz também a pauta da diversidade ao cenário político. “Essa é a juventude que não é fundamentalista – nem do ponto de vista religioso, nem do ponto de vista sexual, nem do ponto de vista étnico – é antirracista”, explicou.

É por isso que, para o especialista, os candidatos que não considerarem esses aspectos terão “muita dificuldade para poder ingressar, de certa forma, no imaginário da decisão do voto desse eleitor.”

“Quando nós olhamos para essa juventude, nós percebemos que ela traz consigo o desafio da diversidade. De como conviver na mesma sociedade pessoas que têm crenças diferentes, pessoas que têm origens étnicas diferentes e pessoas que, de certa forma, têm concepções de vidas absolutamente distintas umas das outras”

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