Em busca de apoio ao STF, André Mendonça faz campanha no Senado

Mendonça fez uma apresentação sobre sua carreira como ministro da Advocacia Geral da União e de sua passagem no Ministério da Justiça

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e atual advogado-geral da União, André Mendonça
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e atual advogado-geral da União, André Mendonça Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Basília Rodriguesda CNN

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Em campanha para vaga no Supremo Tribunal Federal, o ministro da Advocacia-Geral da União, André Mendonça, participou nesta terça-feira (6) de encontros com vários senadores. Segundo os parlamentares, Mendonça disse que não quer ser visto como um ministro evangélico e pediu apoio a sua indicação independentemente de religião. O tom de Mendonça, rotulado de “ministro terrivelmente evangélico”, foi para dar mais pluralidade a sua indicação e tentar convencer que não será um ministro ideologizado.

Senadores ouvidos pela CNN afirmaram que saíram do almoço com Mendonça com uma boa impressão. O encontro se deu no mesmo dia do presidente Jair Bolsonaro afirmar que deve confirmar a indicação do atual Advogado Geral da União a ministro do STF, na semana que vem. De acordo com os relatos, Mendonça pediu votos abertamente para que seu nome seja aprovado pelo Senado. Ao falar sobre a conduta que teria como ministro da suprema corte, disse que está aberto ao diálogo tanto com a direita quanto com a esquerda.

“Ele mostrou ser uma pessoa tranquila, consciente do papel e confiante. Foi direto nos assuntos, com respostas claras, objetivas, sem inventar palavras, sem juridiquês, para tentar justificar certas coisas. Ele estava bem livre, leve e solto”, afirmou à CNN o senador Wellington Fagundes.

Mendonça fez uma apresentação sobre sua carreira como ministro da Advocacia Geral da União e de sua passagem no Ministério da Justiça.

Os senadores enfatizaram que gostariam de ver uma mudança de postura do Judiciário. Entre as críticas, apontaram alguns exageros dos magistrados e defenderam mecanismos para reduzir as decisões monocráticas dos ministros do STF. Ponto com que Mendonça concordou e, assim como Nunes Marques, o primeiro ministro indicado por Bolsonaro ao STF, disse que evitará tomar decisões sem ouvir o plenário.

Há duas semanas, em um almoço similar, a indicação de Mendonça era mais cercada por incertezas. Na ocasião, o ministro ainda via o procurador-geral da República, Augusto Aras, como uma sombra. Hoje, após a sinalização do Planalto, Mendonça demonstrou estar mais confiante.

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