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    Em busca de diálogo, Lula recebe movimentos sociais, petroleiros, evangélicos e católicos

    Encontro ‘informal’ na Granja do Torto, em Brasília, acontece em meio à queda na popularidade e crise na Petrobrás

    Fachada do Palácio do Planalto
    Fachada do Palácio do Planalto Antonio Cruz/Agência Brasil

    Marina Demorida CNN

    Brasília

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu, neste sábado (06), com movimentos sociais e grupos da sociedade civil, na Granja do Torto, em Brasília. Foi o primeiro de uma série de encontros que devem ser promovidos pelo Planalto para que o presidente ouça as demandas dos setores.

    Entre os presentes estava o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, que não tratou sobre mudanças na gestão ou sobre os recentes conflitos envolvendo o presidente da Petrobrás Jean Paul Prates e o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira. Na última quinta-feira (04), a FUP divulgou uma nota defendendo Jean Paul do que chamou de ¨espancamento público¨.

    “A Federação Única dos Petroleiros (FUP) critica o processo de espancamento público que o presidente da Petrobrás, Jean Paul Prates, está sofrendo. Entende, porém, que toda e qualquer decisão final e suprema será do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, diz a nota.

    Segundo Márcio Macedo, ministro-chefe da Secretaria Geral da presidência da república, foi discutida “a necessidade de uma Petrobras que seja além do petróleo” e que tenha “o alcance de uma empresa de energia”.

    Macedo também destacou a presença de entidades religiosas, como os Evangélicos pela Democracia, Católicos pela Democracia e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Lula tenta uma aproximação com o grupo, em especial, com os evangélicos.

    “Há muito uma discussão acerca da necessidade de ter políticas públicas que possam alcançar a comunidade evangélica, católica, sobretudo as mães evangélicas e as mães católicas que estão preocupadas com seus filhos, que são vítimas de violência nas periferias das grandes cidades”, disse.

    Também estiveram presentes representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Nacional dos Estudantes, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), e Juristas pela Democracia.