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    Em cinco meses, governo federal liberou apenas 13,6% de emendas previstas para 2023

    No mesmo período de 2022, gestão de Jair Bolsonaro já havia liberado 46,8% das emendas previstas para o exercício

    Vista dos arcos do Palácio do Planalto, sede do poder Executivo, com detalhe da sombra de um homem em uma das pilastras
    Vista dos arcos do Palácio do Planalto, sede do poder Executivo, com detalhe da sombra de um homem em uma das pilastras Dida Sampaio/Estadão Conteúdo - 25.jun.2013

    Elis BarretoGustavo Uribeda CNN

    Em Brasília

    O governo federal liberou um total de R$ 4,9 bilhões em emendas parlamentares nos primeiros cinco meses de 2023. Entretanto, o valor corresponde a apenas 13,6% do montante previsto para o ano.

    Segundo a plataforma Siga Brasil, um total de R$ 36,5 bilhões foram autorizados para emendas em 2023.

    O montante liberado no atual exercício corresponde, em média, a um pagamento de R$ 980 milhões por mês, entre emendas de bancada estadual, de comissão e individual.

    Em conversas reservadas, relatadas à CNN, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou que o ritmo de liberação deve ser agilizado nas próximas semanas. A ideia é liberar cerca de R$ 1 bilhão na primeira quinzena deste mês.

    O valor liberado de janeiro a maio deste ano é menos da metade do montante disponibilizado em 2022. No ano passado, o governo de Jair Bolsonaro (PL) já havia autorizado o empenho de R$ 11,9 bilhões, no mesmo intervalo de meses.

    Além disso, o orçamento anual das emendas em 2022 era de R$ 25,4 bilhões. Ou seja, de janeiro a maio de 2022, o antigo governo já havia liberado 46,8% das emendas autorizadas para o ano.

    Nas últimas semanas, a não liberação de emendas foi a principal reclamação de parlamentares em relação à articulação política do Palácio do Planalto.

    A insatisfação quase gerou um revés político ao Planalto na Câmara dos Deputados, que se indispôs a votar a medida provisória de reestruturação dos ministérios.

    A MP foi aprovada na Câmara dos Deputados por um placar de 337 votos favoráveis e 125 contra, após o próprio presidente entrar nas articulações da votação do projeto.

    Apesar da aprovação, o texto apoiado pelo governo promoveu um esvaziamento nos ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas.