Em meio à crise no STF, Lula defende reforma do Judiciário no próximo ano

Fala ocorreu no Palácio do Planalto enquanto mandatário dividia a mesa com Edson Fachin e Paulo Gonet

Danilo Moliterno e Brenda Silva, da CNN Brasil, Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, em cerimônia no Palácio do Planalto nesta sexta-feira (4), que o Brasil discuta em 2027 uma reforma no Poder Judiciário. O mandatário corrige rota e vem subindo o tom sobre a crise no STF (Supremo Tribunal Federal).

Em um vídeo, o mandatário já havia pedido reformas profundas. Sua campanha à reeleição fala em estabelecer um código de ética para o Judiciário, por exemplo.

Nesta sexta, Lula voltou a reclamar de “vazamentos seletivos” em investigações policiais e cobrou o presidente do STF, Edson Fachin, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre resolverem a crise na Corte máxima do país.

“Eu disse para o Fachin: a Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República estão sob muita expectativa da sociedade brasileira, porque quando os filhos dentro de casa estão em desordem, quem manda na casa é que resolve”, disse.

“Então, meu caro, está nas suas costas [Edson Fachin] e nas costas do Paulo Gonet a responsabilidade de passar o mínimo de tranquilidade, sem tentar esconder absolutamente nada”, completou.

Lula disse ainda que a Justiça precisa impedir a “indústria de fake news e vazamentos seletivos por interesses políticos e econômicos”.

“Se a gente não der uma parada nisso vamos perder a credibilidade que nós queremos que a sociedade tenha na Justiça”, disse.