"Engrosso o coro da prisão domiciliar para Bolsonaro”, diz Tarcísio

Governador falou sobre situação de saúde do ex-presidente ao citar "preocupação" e "questão humanitária"

Manoela Carlucci, da CNN Brasil, São Paulo
Bolsonaro e Tarcísio de Freitas durante manifestação em Copacabana ocorrida em março de 2025
O ex-presidente Jair Bolsonaro e o govrenador de São Paulo, Tarcísio de Freitas  • Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo - 16.mar.2025
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reforçou nesta quinta-feira (15) sua posição a favor da prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Vejo isso com muita preocupação, tem uma questão humanitária que está em jogo", disse em conversa com jornalistas.

No entender do republicano, é preciso "ter respeito a um ex-presidente da República".

"Eu engrosso o coro da prisão domiciliar e vamos trabalhar muito para que haja sensibilidade, para que Deus toque o coração dessas pessoas que tem o poder de decidir para que a gente possa garantir essa dignidade ao presidente Bolsonaro porque ele merece", continuou.

Para justificar a necessidade da mudança no regime de cumprimento da pena, Tarcísio citou as questões de saúde enfrentadas por Bolsonaro.

"Veja, uma pessoa que tem refluxo as vezes engasga de noite pode ter um problema de asfixia e uma pessoa sadia, imagina uma pessoa que passou por um atentado, por 12 operações, uma pessoa que já está com a saúde debilitada. Então ele merece toda a atenção", afirmou.

A defesa do ex-presidente vem tentando desde o ano passado a prisão domiciliar. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), no entanto, vem negando cada um deles, alegando que não há fatos novos que justifiquem essa mudança.

"Não houve agravamento da situação de saúde de JAIR MESSIAS BOLSONARO, mas sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos", destaca Moraes na última decisão.

De acordo com uma apuração da CNN, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se reuniu nesta semana com o também ministro do STF Gilmar Mendes para tratar sobre o assunto.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes e está preso desde novembro na Superintendência da PF em Brasília.