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    Entenda a proposta da rodovia Brasil-Bolívia, que está em debate no Senado

    Rodovia facilitaria transporte de produtos do agronegócio para a Ásia, evitando o alto custo para os portos de Santos e de Paranaguá

    Via ligaria Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) à cidade boliviana de San Ignacio de Velasco, com cerca de 250 quilômetros de pista pavimentada
    Via ligaria Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) à cidade boliviana de San Ignacio de Velasco, com cerca de 250 quilômetros de pista pavimentada Arquivo

    Henrique Sales Barrosda CNN

    Brasília

    Com a presença de representante do governo boliviano, o Senado realiza, nesta terça-feira (11), uma audiência para tratar sobre uma rodovia binacional ligando os dois países.

    A audiência ocorrerá em sessão conjunta das comissões de Infraestrutura e de Relações Exteriores do Senado, às 9h (horário de Brasília).

    O embaixador da Bolívia em Brasília, Horacio Villegas Pardo, já confirmou presença na audiência, assim como o governador de Mato Grosso, Mauro Vieira (União).

    A via ligaria Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) à cidade boliviana de San Ignacio de Velasco, com cerca de 250 quilômetros de pista pavimentada.

    Requerimento

    O pedido de audiência pública foi apresentado pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), que, na justificativa de requerimento, destacou os benefícios da rodovia para o agronegócio.

    “[Mato Grosso] enfrenta gargalos para o escoamento de sua produção, voltada em grande parte para o mercado internacional”, afirmou.

    Hoje, boa parte da produção do estado é escoada pelos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), chegando neles por rodovias ou via férrea, segundo o senador.

    “[Isso] encarece o custo do frete e prejudica a competitividade desses produtos”, disse o parlamentar. “De lá, esses produtos percorrem a costa brasileira, até chegar ao canal de Panamá e acessar os mercados asiáticos”, acrescentou.

    Justamente por isso, a rodovia binacional, argumentou, seria importante, para “viabilizar uma saída para o Pacífico”, disse. Da Bolívia, haveria vias asfaltadas para chegar a portos no Chile e no Peru, facilitando o transporte de cargas para a Ásia.