Entramos juntos e sairemos juntos, diz Mandetta sobre equipe da Saúde

"Queremos ter paz para trabalhar", disse o ministro após incerteza sobre sua continuidade no cargo

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anuncia que permanece no cargo
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anuncia que permanece no cargo Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo-6.abr.2020

Anna Satie e Guilherme Venaglia,

da CNN, em São Paulo

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Após um dia de incerteza sobre sua permanência como ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta fez um pronunciamento na noite desta segunda (6) em Brasília e anunciou que continua, mas que, caso deixe o cargo, toda a equipe da pasta sairá.

“Entramos juntos, estamos juntos e, quando eu deixar o ministério, vamos colaborar para qualquer equipe que aqui venha, mas nós vamos sair juntos. Toda a equipe que está aqui”, afirmou ao lado das principais autoridades do ministério, como o secretário-executivo João Gabbardo e o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira.

Segundo o ministro, todos do órgão estão unidos contra um mesmo inimigo, que tem nome e sobrenome— COVID-19.  

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Ele disse que, outra vez, a semana começa com um “solavanco”.

“Queremos ter paz para trabalhar”, disse. “O que nós temos dificuldade é quando, em determinadas situações, por determinadas impressões, as críticas não vêm no sentido de construir, mas vem para trazer dificuldade no ambiente de trabalho. Isso tem sido uma constante”.

O ministro ressaltou que sua gestão é fruto de histórico do SUS, de outros ministros da pasta e da “melhor equipe técnica” com quem tem a “honra de trabalhar”.

Segundo pesquisa do Instituto Datafolha publicada na última sexta-feira (3), as ações do Ministério da Saúde no enfrentamento do coronavírus têm a aprovação de 76% da população brasileira.

Durante a entrevista, Mandetta contou que releu o Mito da Caverna, de Platão, durante o fim de semana. Um dos textos mais icônicos da filosofia, é uma alegoria sobre como só por meio do conhecimento racional seria possível atingir a verdade.

“Faremos nosso sacrifício e daremos nosso quinhão até quando formos importantes, nomeados [aos cargos] e fizermos a diferença. A gente está aqui para ajudar. Mesmo que venha outra equipe, nós vamos ajudar porque temos um compromisso com a vida das pessoas. Agora chega desse assunto e vamos trabalhar”, disse o ministro, que encerrou o pronunciamento sem responder perguntas da imprensa. 

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