Pacheco à CNN: Não identifico fraude nas urnas eletrônicas; assista entrevista

Presidente do Senado afirma que Constituição garante que, se oposição reunir 27 assinaturas na data exigida, CPI da Pandemia será prorrogada

Da CNN, em São Paulo

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Em entrevista exclusiva à CNN, o presidente do Senado e do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) afirmou confiar no sistema eleitoral brasileiro e ser pessoalmente contra à PEC do Voto Impresso.

“Essa é uma opinião que eu tenho, que o sistema eleitoral deveria continuar pelo sistema eletrônico, a partir da confiança que tenho na Justiça Eleitoral”, disse o presidente do Senado, em entrevista ao âncora William Waack e à analista de política da CNN Thais Arbex.

Rodrigo Pacheco, no entanto, afirmou que não irá impedir que o debate ocorra, caso a PEC seja aprovada na Câmara dos Deputados. “Como presidente do Senado, devo permitir que as divergências possam coabitar e discutir um resultado diferente do que eu próprio prego”, afirmou.

O senador afirmou que a tendência é que a PEC não passe no Congresso, diante da rejeição por parte dos partidos políticos. “O prenúncio de que todos ou a maioria do partidos, estão unidos e reunidos nessa tendência, de confiança no sistema eleitoral, a tendência de que a proposta seja rechaçada”, argumentou.

CPI da Pandemia

Diante da expectativa com o encerramento do prazo inicial de 90 dias da CPI da Pandemia, Rodrigo Pacheco afirmou que “a mesma Constituição que garante a existência de uma CPI também assegura a sua prorrogação”. 

“A prorrogação de uma CPI não é uma vontade pessoal do presidente de uma Casa legislativa”, afirmou.

Entrevista de Rodrigo Pacheco à CNN
Entrevista de Rodrigo Pacheco à CNN
Foto: CNN Brasil

O regimento interno do Senado determina que o presidente da Casa precisa ler o requerimento que solicita a continuidade do colegiado para que os trabalhos não sejam interrompidos. Instalada em 27 de abril, a comissão, pelo prazo inicial, deve ser encerrada até 7 de agosto. Até esta terça, o pedido para prorrogar a CPI tinha 34 assinaturas, 7 a mais do que as  27 necessárias.

“Eu preciso conduzir o destino do Senado Federal como presidente do Senado. A CPI foi instalada, ela tem o prazo de 90 dias e a prorrogação deve ser decidida ao final do prazo de 90 dias. Isso pra mim me parece muito óbvio, muito claro, até porque o pedido de prorrogação pode querer incluir outros fatos determinados a ser apurados, de modo que é razoável aguardar o esgotamento do prazo de 90 dias”, disse Pacheco à CNN.

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