Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Especialistas debatem se mudanças de versões podem incriminar Marcos Do Val

    À CNN, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e a advogada constitucionalista Samantha Meyer avaliaram a situação do senador

    Senador Marcos Do Val (Podemos-ES)
    Senador Marcos Do Val (Podemos-ES) Marcos Oliveira/Agência Senado

    Layane SerranoLucas Schroederda CNN

    em São Paulo

    No Painel CNN deste sábado (4), o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e a advogada constitucionalista Samantha Meyer debateram se as mudanças de versões apresentados pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES) podem incriminá-lo.

    Na avaliação do ex-ministro, um parlamentar não pode “se dar ao luxo” de apresentar tantas versões diferentes a respeito de um fato. Ainda segundo ele, pode haver quebra de decoro parlamentar por parte de Do Val.

    “Se o Senado não cortar na própria carne uma pessoa que age desta forma, propondo a cassação do seu mandato, ele estará fragilizado na sua legitimação perante à população”, avaliou Cardozo.

    De acordo com Samantha Meyer, as mudanças de versões do senador podem enquadrá-lo em três delitos: falso testemunho, coação no processo ou denunciação caluniosa.

    “Do Val está numa situação muito difícil por conta das acusações que ele faz em face de um ex-presidente da República, de um ex-deputado federal e de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)“, pontuou Meyer.

    Na tarde de sexta-feira (3), o ministro do STF Alexandre de Moraes abriu uma apuração contra Do Val. Os especialistas divergiam quanto a Moraes conduzir as investigações.

    Para Cardozo, não há justificativa para o magistrado se declarar suspeito e deixar a apuração a cargo de um colega de Corte. “Os fatos poderão ser esclarecidos mais rapidamente com Moraes no comando”, disse.

    Já conforme Meyer, para uma preservação da investigação e da figura de Moraes, a apuração deveria ser entregue a outro integrante do STF. “Por uma questão de formalidade, entendo que [a apuração] não deveria ser conduzida por Moraes”, afirmou.