Espero que Alcolumbre mantenha quebra de sigilo de Lulinha, diz Girão à CNN
Senador comentou tumulto em sessão da CPMI e disse ser algo que "não pode servir de exemplo para a sociedade brasileira"
O líder do partido Novo no Senado, Eduardo Girão (CE), disse à CNN nesta quinta-feira (26) que espera que o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), mantenha a quebra de sigilo do filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Lulinha, aprovado na CPMI do INSS.
"Se o Alcolumbre colocar a posição dele, a autoridade dele para blindar, vai ficar feio, muito feio!", disse.
"Espero que ele mantenha essa comissão independente, sem blindagem. Até porque nós vamos precisar de 60 dias de prorrogação, além do dia 30 de março. Então o Davi Alcolumbre não está marcando sessão, me parece um movimento para não renovar", acrescentou.
Isso porque, na sessão desta quinta-feira, em que os parlamentares aprovaram a quebra de sigilo do filho de Lula - que teve o nome citado como um dos possíveis beneficiários do esquema de desvios em uma das fases da Operação Sem desconto, sendo apontado como um possível "sócio oculto" de Antonio Camilo Antunes, o "careca do INSS" - houve confusão e os políticos da base do governo acusaram "manipulação" na hora da votação.
A reunião precisou ser interrompida após um tumulto envolvendo os parlamentares.
"Nós podemos ser adversários no campo das ideias, mas jamais inimigos e o que a gente viu naquele momento ali é algo que nós não podemos ser exemplo para a população brasileira", pontuou Girão.
Ele defende que os requerimentos aprovados na Comissão, se deram de forma "legítima" e que não houve "fraude".
"Fraude mesmo, vamos combinar, é você blindar a população que foi roubada", disse.
"Os requerimentos foram aprovados de forma legítima, obedecendo o regime do Senado Federal de forma independente. Tivemos ali requerimentos que pegam oposição, situação e é assim que tem que ser", completou.


