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    “Estamos defendendo um valor cristão”, diz Lewandowski sobre veto de Lula no PL das saidinhas

    O ministro também comentou sobre a fuga do presídio federal em Mossoró

    A medida foi aprovada pela Câmara em 20 de março
    A medida foi aprovada pela Câmara em 20 de março CNN

    Gabriel Garciada CNN

    Brasília

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou, nesta terça-feira (16), que o Governo Federal defendeu valores cristãos e constitucionais ao vetar o trecho do PL das saidinhas que impede presos do regime semiaberto de visitar as famílias.

    A afirmação ocorreu durante esclarecimentos prestados à Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.

    “O presidente sancionou praticamente na totalidade esse projeto. Vetou a proibição de visitas à família. Ele entendeu, com apoio de um parecer do MJ, que a revogação deste inciso contrariava princípios fundamentais da constituição”

    “Afinal de contas, o presidente, como todos sabem, é um católico cristão. E a família é um dos valores fundamentais do cristianismo. Estamos defendendo um valor cristão e um valor fundamental da constituição”, afirmou o ministro.

    Denominada oficialmente como Lei Sargento PM Dias — em homenagem ao policial que foi baleado na cabeça no dia 5 de janeiro após uma abordagem a dois suspeitos em Belo Horizonte –, a medida altera a Lei de Execução Penal de 1984, que passa a vigorar com as alterações:

    • – Determina a utilização do equipamento de monitoração eletrônica pelo condenado nas hipóteses legais;
    • – O preso somente terá direito à progressão de regime se ostentar boa conduta carcerária, comprovada pelo diretor da penitenciária, e pelos resultados do exame criminológico, respeitadas as normas que vedam a progressão;
    • – O preso deve apresentar, pelos seus antecedentes e pelos resultados do exame criminológico, indícios de que irá ajustar-se, com autodisciplina, baixa periculosidade e senso de responsabilidade, ao novo regime;
    • – O juiz poderá estabelecer condições especiais para a concessão de regime aberto, entre as quais, a fiscalização por monitoramento eletrônico;
    • – Não terá direito à saída temporária ou a trabalho externo sem vigilância direta o condenado que cumpre pena por praticar crime hediondo ou com violência ou grave ameaça contra pessoa;
    • – Quando se tratar de frequência a curso profissionalizante ou de instrução de ensino médio, ou superior, o tempo de saída será o necessário para o cumprimento das atividades discentes.

    A medida foi aprovada pela Câmara em 20 de março.

    O projeto já havia sido aprovado pelos deputados em outubro de 2023, mas, ao passar pelo Senado, o texto sofreu alterações e, por este motivo, precisou retornar para a Câmara.

    O veto do presidente pode ser derrubado, eventualmente, em sessão do Congresso Nacional.

    Fuga Mossoró

    Durante a sessão, o ministro também caracterizou a fuga do presídio em Mossoró como excepcional. “Garanto que foi a única e será a última”, afirmou.

    O ministro também afirmou que a situação que levou à fuga já foi corrigida. Segundo Lewandowski, as celas foram reforçadas, as luminárias trocadas, câmeras foram instaladas e servidores estão realizando cursos de capacitação.

    “De lá se evadiram e não mais se evadirão”, concluiu o ministro.