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    Eleições 2022

    Estratégia ofensiva pode ser equivocada, diz cientista política

    Silvana Krause analisou, em entrevista à CNN nesta terça-feria (18), os planos adotados pelas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL); Luciana Veiga fala sobre o voto feminino entre os dois presidenciáveis

    Lucas SchroederVinícius TadeuGustavo Zanferda CNN

    em São Paulo

    A cientista política Silvana Krause afirmou, em entrevista à CNN nesta terça-feira (18), que a estratégia ofensiva adota pelos candidatos à Presidência no segundo turno das eleições pode ser equivocada.

    “Aquele candidato que concentra a sua estratégia nas próximas semanas se reduzindo ao ataque achando que vai aumentar a rejeição do seu opositor pode ser uma estratégia equivocada”, analisou.

    Na avaliação da especialista, o “eleitor está cansado da campanha virulenta” e das trocas de acusações. “É uma eleição que vai ser definida no segundo turno pelo aspecto da rejeição”, acrescentou.

    Voto feminino: O que faz as mulheres votarem em Lula ou Bolsonaro?

    Luciana Veiga, professora de ciências políticas da Unirio, explica à CNN nesta terça-feira (18) que a direção do voto da mulher depende de uma cascata de fatores sociais. Em suma, a professora destaca que o perfil de hierarquia na administração do lar, o nível de exclusão social e o componente religioso são decisivos para a escolha do voto entre os dois candidatos.

    Pensando em um “denominador comum do voto feminino” para Jair Bolsonaro, “uma mulher brasileira típica que tem de 8 a 13 anos de escolaridade, de classe média baixa, tem um papel ainda de socialização muito forte [na vida] das crianças, da família e ainda tem alguns perfis na média de serem pessoas mais voltadas para o aspecto privado”, aponta Veiga.

    A professora explica que, ainda que sempre haja muitas exceções, as donas de casa, em média, tendem a ser mais conservadoras do que as mulheres que trabalham fora e do que os homens em geral.

    A agenda de costumes conservadores pode ser um “forte atrativo” para mulheres que têm uma ideologia e um sistema de crenças mais conservador, “que pode facilitar, inclusive, o dia a dia dela e da criação dos filhos”, explica.

    “Por outro lado, mulheres que se assumem chefes do lar e que passam por todo o processo de exclusão, de emprego, experimentam uma sensação que talvez essa agenda mais conservadora não a inclua. Elas têm a memória de um governo que ajudou mais os pobres, têm essa percepção, essa lembrança afetiva de uma época mais propícia, então isso faz com essas mulheres tenham uma tendência mais para o voto em Lula”, afirma a professora.

    Veja a íntegra das entrevistas nos vídeos acima.