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    Eleições 2022

    “Eu sou do agro também”, diz Simone Tebet em sabatina

    Sobre desmatamento ilegal, a candidata afirma que adotará política de “tolerância zero” caso eleita presidente

    Simone Tebet, candidata à Presidência da República
    Simone Tebet, candidata à Presidência da República Divulgação

    Brenda SilvaEduardo Hahonda CNN

    Brasília

    A candidata à presidência da República pelo MDB, Simone Tebet, afirmou nesta terça-feira (20) que tem preocupações relacionadas à sustentabilidade, mas apoia o agronegócio no Brasil.

    A senadora rebateu críticas aos produtores, e afirmou que é preciso “plantar e cuidar do meio ambiente” ao mesmo tempo.

    “Eu sou do agro também. As pessoas falam: ‘você é do agro, então não defende o meio ambiente’. Muito pelo contrário. Nós temos que parar com essa coisa de que é plantar ou cuidar do meio ambiente. São as duas coisas que, ao mesmo tempo, dá para fazer”, disse.

    A declaração ocorreu em entrevista ao programa de sabatinas do apresentador Ratinho, do SBT. Tebet também afirmou que desmatamento ilegal é caso de “tolerância zero” e que, caso seja eleita, fará “dinheiro com floresta em pé”.

    Tebet falou ainda que, no momento, a imagem do Brasil no exterior está “péssima”. A candidata avalia que o presidente Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição, tem atrapalhado essa visão e, consequentemente, impactado outras áreas do país.

    “Toda vez que o presidente faz alguma coisa, fala besteira, a gente vê o dólar subindo, e hoje tudo é dolarizado. O fertilizante está em dólar. O combustível, o trigo e o arroz, o que a gente come, são em dólar”, disse Tebet.

    Quando questionada sobre seu posicionamento político, a emedebista afirmou não ser candidata de direita ou de esquerda, e sim “candidata do Brasil”.

    “Eu sou candidata do Brasil, até porque eu sou radicalmente contra estas ideologias, elas estão matando o Brasil. Enquanto o Brasil passa fome, enquanto falta dinheiro para comprar fraldas geriátricas para nossos idosos acamados, enquanto a gente não tem dinheiro para zerar fila de cirurgias, fica nessa guerra entre direita e esquerda. A população não come, independente da ideologia”, disse Tebet.

    Confira as falas da candidata pelo MDB sobre diversos temas:

    Educação

    “Eu sou professora, dei aula por 12 anos. Só uma coisa vai salvar o Brasil de uma próxima guerra, de uma próxima pandemia, se Deus o livre vier: educação de qualidade. Eu não vou sossegar enquanto o filho do pobre não tiver a mesma qualidade de ensino do filho do rico. Essa é a prioridade absoluta.”

    Tributação de grandes fortunas

    “Isso nunca deu certo no mundo, mas eu sou a favor de que os ricos paguem mais impostos. Nós sabemos que, hoje, nós temos condições de tributar mais pessoas ricas com a taxação de lucros e dividendos. A taxação de lucros e dividendos vai permitir, inclusive, que a gente possa mexer na tabela

    Reforma tributária

    “Falamos disso há 30 anos, e esta é a primeira que todos os secretários de Fazenda concordam. É uma reforma que vai unificar impostos, que vai tirar imposto da cesta básica, vai ampliar a base, vai desburocratizar, e por conta disso, a arrecadação vem de outra forma. Nós vamos tributar menos no consumo, e tributar mais nos serviços. O relatório está pronto para ser votado esse ano no Senado, e tem voto, porque eu já fiz a conta. Os senadores querem aprovar essa reforma. Então vamos aprovar no Senado ainda neste ano, e na Câmara nos primeiros 6 meses do ano que vem.”

    Cultura

    “Tem [necessidade de criar o Ministério da Cultura]. Por duas coisas: primeiro que cultura tem que ser para o rico e tem que ser para o pobre. Nós temos uma quantidade de mentes brilhantes nas comunidades, nas favelas, nas periferias, que não têm acesso à cultura e que são extremamente talentosos. Nós temos que buscar essas pessoas e patrocinar, incentivar essas pessoas a colocar o que têm de melhor para fora.”

    Crime organizado

    “Tolerância zero, lugar de bandido é na cadeia. A gente tem que ser duro com crime organizado, que inclusive está chegando na Amazônia.”

    Debate

    As emissoras CNN e SBT, o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja, o portal Terra e a rádio NovaBrasilFM formaram um pool para realizar o debate entre os candidatos à Presidência da República, que acontecerá no dia 24 de setembro.

    O debate será transmitido ao vivo pela CNN na TV e por nossas plataformas digitais.