Eurípedes Júnior vira réu por desvios de verbas do fundo eleitoral

Justiça Eleitoral do DF também manteve a prisão preventiva do político

João Rosa, da CNN, Brasília
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A Justiça Eleitoral do Distrito Federal tornou réu o presidente licenciado do Solidariedade, Eurípedes Júnior, por desvios de verbas eleitorais e partidárias. O político é suspeito de liderar uma organização criminosa responsável pelo desvio de R$ 36 milhões de verbas eleitorais.

A decisão também manteve a prisão preventiva de Eurípedes, que está preso desde o último dia 15.

Além do político, outras nove pessoas ligadas ao dirigente partidário também vão responder pelos crimes de:

  • Organização criminosa
  • Apropriação indébita
  • Falsidade ideológica eleitoral
  • Peculato eleitoral

A decisão foi assinada pelo juiz Lizandro Gomes Filho, da 1ª Zona Eleitoral. O magistrado aceitou a acusação realizada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

No dia 12 de junho, a Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão contra Eurípedes Júnior e mais seis pessoas. O político não foi encontrado e foi considerado foragido por três dias, até que se entregou à PF.

A PF conseguiu apreender um helicóptero avaliado em R$ 5 milhões. Segundo a investigação, a aeronave foi comprada com dinheiro público do fundo eleitoral e estava na casa do Eurípedes.

A Justiça também autorizou pedido para bloqueio de bens no valor de R$ 36 milhões, entre 32 imóveis e 10 carros.

A defesa de Eurípedes tem afirmado que ele provará inocência na Justiça. A reportagem procurou novamente os advogados para manifestação sobre a denúncia e aguarda retorno.

Em nota, o Solidariedade informou, no dia da operação, que os fatos investigados são anteriores à fusão do partido com o Pros, legenda que foi incorporada ao Solidariedade no ano passado. A defesa de Eurípedes não foi encontrada.

A CNN procurou a defesa de Eurípides Júnior, mas ainda não recebeu retorno.