Ex-secretário de Saúde do DF é orientado a manter silêncio total na CPI da Pandemia

O ex-secretário ficou detido por três meses depois de deflagrada a operação Falso Negativo, que apura irregularidades nas compras de testes rápidos para a Covid na capital federal

Os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL) na CPI da Pandemia
Os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL) na CPI da Pandemia Jefferson Rudy/Agência Senado

Julliana Lopesda CNN

Em Brasília

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O depoimento agendado para a próxima quinta-feira (26) na CPI da Pandemia poderá ser marcado, mais uma vez, pelo silêncio do depoente. Francisco Araújo, ex-secretário de Saúde do Distrito Federal, já foi orientado a não responder a qualquer questionamento dos senadores.
A defesa de Araújo disse à CNN que a orientação ao ex-gestor é de silêncio total.

O argumento principal dos advogados, que será sustentado no Senado, é de que Araújo já é réu na Justiça Federal pelos mesmos fatos que deram origem à convocação.

O ex-secretário ficou detido por três meses depois de deflagrada a operação Falso Negativo, que apura irregularidades nas compras de testes rápidos para a Covid-19 na capital federal. Em liberdade, ele agora é monitorado por tornozeleira eletrônica.

Na justificativa para a convocação, parlamentares afirmam que as explicações de Francisco Araújo são importantes, já que as denúncias envolvem verbas federais.

Ainda chama a atenção da CPI denúncias que envolvem contratos firmados pelo governo local com a Precisa Medicamentos. A empresa é alvo importante da comissão nas apurações sobre fraudes em negociações para compra de vacinas.

Para o ex-secretário, no entanto, um depoimento no Senado pode atrapalhar a própria defesa, já que no processo criminal o interrogatório ainda não ocorreu. Para os advogados, não há sentido em inverter a ordem processual.

Depois de ter a convocação desmarcada por estar em viagem, Francisco Araújo já está em Brasília e aguarda, ainda, um posicionamento do Supremo Tribunal Federal sobre o depoimento.

Em habeas corpus, o ex-secretário pede para não comparecer ao colegiado. A relatora na suprema corte é a ministra Cármen Lúcia

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