'Execução da renda mínima não precisa de PEC', diz Rodrigo Maia

Presidente da Câmara falou sobre crise da pandemia de coronavírus, sanção do 'coronavoucher' e a mudança de tom do presidente Jair Bolsonaro

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na tarde desta quarta-feira (1°)  que a sanção presidencial da renda básica emergencial de R$ 600, apelidada de "coronavoucher", mostra que, para a renda básica, não é necessário Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

"Hoje, o anúncio do presidente da República [Jair Bolsonaro] provou que para a execução da renda mínima não precisa de PEC. O governo está editando uma medida provisória de crédito para garantir os valores da renda mínima", declarou Maia.

O presidente da Câmara disse ainda que os parlamentares têm filtrado ideias para tentar "priorizar no momento aquilo que é mais emergencial, que vai dar segurança para o governo e as condições para o governo avançar". Maia também afirmou que a Câmara está trabalhando com as MPs enviadas nesta quarta pelo governo.

"São quatro medidas provisórias que o governo está mandando no dia de hoje. Vamos trabalhar cada uma delas, mas é óbvio que em uma crise desse tamanho a previsibilidade é o que gera mais tranquilidade - ou o mínimo dela - para que a sociedade possa cumprir as determinações do ministro da Saúde e as que vieram da Organização Mundial da Saúde", declarou. 

Crítica a Bolsonaro

O presidente da Câmara também fez uma crítica à postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas redes sociais, e disse ver a desinformação de algumas delas como geradoras de preocupação e pânico.

"Acho que essas informações desencontradas é que podem e devem gerar preocupação em toda a sociedade. E é claro que o Twitter do presidente Jair Bolsonaro deveria ter esse cuidado maior em relação ao que posta. Hoje ele não é apenas dono de uma conta no Twitter, ele é o presidente da República e, quando fala por lá, fala como presidente. Então, acho que um cuidado maior com os posts ajuda, porque vindo do presidente, certamente, passa em um primeiro momento como informação verdadeira e pode gerar um preocupação e um pânico maior na sociedade", declarou.

Mais cedo, Maia defendeu que uma previsão para a duração do isolamento social seria ideal para que a sociedade mantenha a calma diante da disseminação do COVID-19.