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    Fernando Molica: Bolsonaro age no exterior de acordo com suas simpatias pessoais

    No quadro Liberdade de Opinião desta sexta-feira (18), o comentarista analisa declarações do presidente Jair Bolsonaro ao lado do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán

    Lucas Schroederda CNN

    Em São Paulo

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    No quadro Liberdade de Opinião desta sexta-feira (18), o comentarista Fernando Molica analisa as declarações que o presidente Jair Bolsonaro (PL) deu ao lado do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán.

    Bolsonaro chamou o líder húngaro de “irmão” durante o discurso após a conversa de ambos na quinta (17). Segundo o presidente brasileiro, os dois países comungam pelos valores.

    “Considero seu país nosso pequeno grande irmão. Pequeno, se levarmos em conta as nossas diferenças nas respectivas extensões territoriais, e grande pelos valores que nós representamos e que pode ser resumida em quatro palavras: Deus, pátria, família e liberdade”, disse Bolsonaro.

    Molica explica que “Deus, pátria e família” era o lema da Ação Integralista Brasileira, uma organização fascista. “Também foi usado pelos fascistas italianos e pelo ditador português António Salazar.”

    “Querer jogar Deus no universo da política, como se o governante quisesse dizer que não tem que prestar contas a quem o elege, isso não existe. A obra do governante é na Terra. É para beneficiar aquele que o elegeu”, afirmou Molica.

    “Além disso, o estado não tem que se intrometer na vida da família. Ele tem que garantir educação, saúde, transporte e emprego. Aí sim, o estado faz o bem para família. E a pátria somos nós, brasileiros. Uma pátria historicamente sofrida, que passa por um momento difícil. É a pátria que está lá em Petrópolis, soterrada”, enfatizou.

    Molica alertou para a fala de Orbán de que ele e Bolsonaro concordaram com uma posição anti-imigração diferente da defendida pela Organização das Nações Unidas (ONU). “O Bolsonaro não contestou essa fala do líder húngaro. Todos somos descendentes de estrangeiros, não existe um brasileiro puro, talvez os indígenas, os povos originários, mas como um presidente pode concordar com uma fala desse tipo?”, indagou Molica.

    O comentarista também falou a respeito da crítica que os EUA fizeram ao Brasil após Bolsonaro ter afirmado ser solidário à Rússia: “O governo brasileiro, que já havia arrumado briga com a China, agora arruma confusão com os Estados Unidos, os nossos dois maiores parceiros comerciais.”

    “Fica claro que o presidente Bolsonaro age no exterior da mesma forma que ele age internamente, movido não por interesses maiores, mas de acordo com as suas simpatias pessoais”, concluiu Molica.

    Barroso deixa o TSE

    O ministro Luís Roberto Barroso se despediu na quinta-feira (17) da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante o último discurso, ele disse que o Tribunal possui um plano de guerra contra a desinformação e afirmou não haver “remédio jurídico contra maus perdedores”.

    “Sempre relembrando que, nos EUA existe voto impresso e o candidato derrotado não apenas jamais reconheceu a derrota como até hoje sustenta a tese de que houve fraude e a eleição foi roubada. A moral da história… é que não há remédio na farmacologia jurídica contra maus perdedores”, concluiu.

    CPI da Pandemia

    O Senado enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma lista indicando as evidências que a CPI da Pandemia coletou para embasar o indiciamento de cada um dos acusados pela comissão em seu relatório final.O documento é uma resposta ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras.

    Em entrevista à CNN, Aras afirmou ter recebido, no final de 2021, um material com cerca de 10 terabytes entregues pela CPI com informações desconexas e que mais provas deveriam ser apresentadas.

    Já o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que foi vice-presidente da comissão, afirmou, também à CNN, que Aras “faltou com a verdade”, além de estar prevaricando em seu ofício.

    Inquérito contra Bolsonaro

    Aras pediu o arquivamento da investigação contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) por conta do suposto vazamento do inquérito sobre o ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018.

    Segundo o procurador, a investigação revelada por Bolsonaro não tramitava reservadamente dentro da Polícia Federal (PF), nem tinha segredo de justiça.

    No relatório da PF, a delegada Denisse Dias Ribeiro disse ter visto “atuação direta, voluntária e consciente” do presidente em violação de sigilo, mas decidiu não indicá-lo em razão do foro privilegiado.

    O Liberdade de Opinião teve a participação de Fernando Molica e Boris Casoy. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

    As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

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