Fernando Molica: TSE e STF perderam a paciência com o presidente Jair Bolsonaro

No quadro Liberdade de Opinião, jornalista analisou postagem da Corte em redes sociais rebatendo acusações do presidente sobre ações na pandemia

Da CNN, em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta quinta-feira (29), o jornalista Fernando Molica repercutiu a publicação do Supremo Tribunal Federal (STF), que rebateu acusações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de que a Corte teria proibido o governo federal de agir na pandemia de Covid-19.

“O STF não proibiu o governo federal de agir na pandemia! Uma mentira contada mil vezes não vira verdade”, diz a postagem em redes sociais. Junto com o texto foi publicado um vídeo com verdades e mentiras sobre ações do STF na pandemia.

“Tudo indica que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) perderam a paciência com o presidente Jair Bolsonaro. Por mais esclarecimentos que sejam feitos, as decisões do TSE e do STF são públicas, está tudo escrito — basta ler. Mas o presidente continua nessa ideia”, disse Molica.

 

Na avaliação do jornalista, Bolsonaro usa uma estratégia “comum em momentos excepcionais da história” de fomentar a desconfiança dos cidadãos em relação ao poder e instituições democráticas.

“Em alguns momentos históricos, políticos, de modo geral com tendências autoritárias, procuram manipular esse sentimento, dizendo olha só ‘os políticos estão roubando’ — como se esses políticos não fossem políticos.”

“O presidente fica dizendo que se ele estivesse no comando da pandemia não haveria tantos mortos. Mas ele nunca disse qual seria o plano dele, nunca disse o que teria feito sem a decisão do Supremo. Quando vemos o que ele efetivamente propôs e implantou, o número de mortes seria muito maior.”

O Liberdade de Opinião tem a participação de Fernando Molica e Alexandre Garcia. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

Fernando Molica no quadro Liberdade de Opinião
Fernando Molica no quadro Liberdade de Opinião
Foto: CNN Brasil (29.jul.2021)

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

 

Publicado por Evandro Furoni

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