Fernando Molica: TSE manda recado para 2022; vamos ver se crimes serão repetidos
No quadro Liberdade de Opinião, jornalista repercute arquivamento de ações que pediam cassação da chapa Bolsonaro-Mourão
No quadro Liberdade de Opinião desta sexta-feira (29), o jornalista Fernando Molica analisou o arquivamento das ações que pediam a cassação da chapa que elegeu o presidente Jair Bolsonaro e o vice, Hamilton Mourão. Os dois eram acusados de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. A decisão dos ministros foi unânime contra a cassação.
No entanto, mesmo com o arquivamento por falta de provas, os ministros concluíram que houve uso indevido das redes sociais. O ministro Alexandre de Moraes, ao concluir o voto, disse que o TSE não vai tolerar o disparo em massa de notícias falsas no ano que vem.
Na avaliação de Molica, o TSE "mandou um recado", deixando claro que esse tipo de comportamento não será tolerado nas eleições de 2022.
"[O TSE] mostrou que não está de brincadeira. O deputado cassado virou 'boi de piranha' e o presidente foi poupado. Mas dando esse recado para 2022. Um dos motivos alegados para não punição da chapa Bolsonaro-Mourão é que o tribunal não teria como avaliar o efeito dos tais disparos ilegais", disse o jornalista.
"O que a lei diz é que não importa se determinado fato influenciou ou não resultado da eleição. Se houve fato ilegal, os candidatos têm que ser punidos. O TSE deu drible nessa norma e jogou pro futuro, mandou o recado para 2022. Vamos se vai ser ouvido e se os destinatários do alerta vão ficar constrangidos e com medo de cometer os mesmos crimes em 2022."
O Liberdade de Opinião teve a participação de Fernando Molica e Maria Saad. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.
(Publicado por: André Rigue)


