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    Eleições 2022

    Fiesp lançará manifesto próprio pela democracia em ato na USP dia 11 de agosto

    Documento será assinado somente por entidades e será lido separadamente da "Carta aos Brasileiros", que já reuniu mais de 250 mil assinaturas de pessoas físicas

    Edifício sede da Fiesp, na Avenida Paulista, em São Paulo
    Edifício sede da Fiesp, na Avenida Paulista, em São Paulo Junior Ruiz/Fiesp

    Carolina FigueiredoLéo Lopesda CNN

    em São Paulo

    A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) confirmou à CNN, nesta quinta-feira (28), que prepara um manifesto junto a outras organizações da sociedade civil para ser lido em um ato em defesa da democracia, previsto para acontecer no próximo dia 11, em São Paulo.

    O evento será realizado na Faculdade de Direito da USP (FDUSP), no largo São Francisco, e foi puxado por alunos, professores e a diretoria da FDUSP.

    O manifesto pela democracia da Fiesp reunirá apenas entidades entre as assinaturas e será lido separadamente da “Carta aos Brasileiros”, que foi divulgada nesta última terça-feira (26) e reúne assinaturas de pessoas físicas.

    Os organizadores do manifesto informaram à CNN que o documento já reuniu 470 mil assinaturas, até a noite desta sexta-feira (29), depois de ter sido aberta para que o público geral assine.

    A divulgação do documento foi antecipada pelo analista da CNN Caio Junqueira. A carta será lida no ato dia 11 pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello.

    Entre os signatários estão personalidades de renome, ex-ministros do STF e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por exemplo.

    Por exemplo, na divulgação inicial, já constavam as assinaturas dos artistas Arnaldo Antunes e Chico Buarque e ex-ministros do STF como Carlos Ayres Britto, Sepúlveda Pertence, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Joaquim Barbosa e Nelson Jobim, além dos banqueiros Roberto Setúbal e Cândido Bracher, ex-presidentes do Itaú Unibanco.

    Na atualização desta quarta (27), os ministros do STF Rogerio Schietti e Sebastião Alves dos Reis Júnior, a advogada Luciana Temer, filha do ex-presidente Michel Temer, do médico Paulo Chapchap, CEO do Hospital Sírio Libanês, e os atores Edson Celulari e Helio de La Peña, entraram para a lista.

    Em entrevista à CNN nesta quarta, o diretor da FDUSP, Celso Fernandes Campilongo, afirmou que o manifesto é uma reação aos ataques a tribunais, ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas. Segundo explicou, essa situação “tem claramente um intuito de gerar desconfiança em relação às instituições”.

    “Uma das bases da democracia é justamente a confiança nas instituições”, observou Campilongo.

    O diretor também pontuou que os ataques são feitos “sem provas, sem documentação e sem comprovação”, o que faz com que a democracia “se sinta sitiada”.

    Sobre o apoio de banqueiros à carta, Campilongo destacou que os impactos na economia podem ocorrer pela instabilidade que as acusações, ameaça de ruptura e desconfiança nas instituições geram. Essa situação poderia, de acordo com o diretor, afastar investidores estrangeiros do Brasil.

    “Do ponto de vista jurídico, um dado elementar pro desenvolvimento econômico é a segurança jurídica”, complementou.