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    Filho de desembargador diz a amigos que reconheceu a voz de Appio

    Advogado João Malucelli fez gravação que se tornou base para o afastamento do juiz da 13ª vara de Curitiba pelo TRF-4

    Raquel Landimda CNN

    em São Paulo

    O advogado João Malucelli, que fez a gravação que se tornou base para o afastamento de Eduardo Appio da 13ª vara de Curitiba pelo TRF-4, disse a amigos que reconheceu a voz do juiz.

    Segundo relatos, ele contou que, naquele dia, decidiu almoçar de, última hora, na casa da namorada, Julia Moro, filha do senador Sergio Moro, que foi responsável pela Operação Lava Jato no seu auge.

    O advogado estava apreensivo porque havia relatos em blogs de que seu pai, o desembargador Marcelo Malucelli, do TRF-4, reverteria um salvo-conduto concedido ao advogado Tacla Duran, que alega que membros da Lava Jato tentaram extorqui-lo.

    Durante o almoço, o telefone de João Malucelli tocou repetidas vezes sem número de identificação de chamada. Quando o advogado decidiu atender, a pessoa do outro lado da linha se identificou como servidor da área da saúde e questionou repetidas vezes se aquele telefone era do desembargador Marcelo Malucelli.

    Foi neste momento que o advogado diz ter reconhecido a voz de Appio, por causa das entrevistas que o juiz já concedeu. Ele então colocou a ligação no viva voz, e a namorada começou a gravar a conversa no seu aparelho.

    O relatório da Polícia Federal feito posteriormente diz que tem boas chances de que a voz seja Appio. O juiz se recusou a comentar o caso a pedido do seu advogado e está confiante de que vai reverter a decisão.

    Malucelli contou a amigos, com os quais a CNN conversou, que se sentiu ameaçado pelos questionamentos do interlocutor na ligação, que chega a perguntar “se ele tinha aprontado algo”.

    Depois de encerrarem a chamada, João Malucelli e Julia Moro relataram terem ficado bastante nervosos e que telefonaram para seus respectivos pais, o desembargador Marcelo Malucelli e o senador Sergio Moro. O desembargador decidiu, então, levar o caso ao conhecimento da corregedoria do TRF-4.