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    Filhos de Marcelo Arruda vão à Justiça contra conclusão da Polícia Civil

    Inquérito concluiu que o crime, ocorrido no dia 9 de julho, não teve motivação política; Polícia Civil indiciou Jorge Garanho por homicídio qualificado por motivo torpe e causar perigo comum

    Daniel AdjutoIara Maggionida CNN

    Os filhos de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT, morto pelo agente penal Jorge Garanho, apoiador do presidente Jair Bolsonaro, pediram à Justiça a realização de novas diligências na investigação sobre a morte do pai. Helena e Pedro Arruda alegam que a conclusão policial para o crime foi resultado de “ação desfundamentada e irrazoável” e que o inquérito teve “diligências precárias”.

    Marcelo Arruda foi morto na própria festa de aniversário, em Foz do Iguaçu, com tema em homenagem ao PT e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Polícia Civil concluiu que o crime, ocorrido no dia 9 de julho, não teve motivação política e indiciou Jorge Garanho por homicídio qualificado por motivo torpe e causar perigo comum. Guaranho, que é agente penal federal, segue internado.

    “A autoridade policial optou pela divisão dos atos da execução em dois momentos distintos e desconexos, o que permitiu, consciente ou inconscientemente – em uma criativa análise interpretativa – buscar a dissociação da motivação política para justificar o conjunto da ação delitiva”, alegam os advogados da família.

    A defesa aponta que a Polícia Civil do Paraná ignorou pedidos da família e do Ministério Público para a investigação, o que teria favorecido Jorge Guaranho, autor dos disparos.

    A defesa pede que a Justiça determine a apreensão, quebra de sigilo e perícia de celulares de “Vaguino”, tio da esposa de Guaranho, e, em especial, de Marcio Murback, diretor do clube onde houve a festa. Os advogados apontam que ele omitiu informações importantes no primeiro depoimento, como o acesso que tem às câmeras do local.

    “Murbak, Guaranho e Vaguino são amigos pessoais, frequentam clubes e festas comuns e participam de dois grupos de whatssapp: de associados da ARESF e grupo da diretoria da ARESF. Foi da reunião festiva entre estes, no dia dos fatos, no churrasco, após visualização das câmeras, disponibilizada de uma forma ou outra por ambos, em conjunto ou isoladamente, que o assassino partiu para matar Marcelo”, alega o advogado Daniel Godoy Junior.