Flávio Bolsonaro nega questionar sistema eleitoral brasileiro

Pré-candidato a presidente divulgou nota afirmando que sua fala a embaixadores não contestou a integridade das urnas eletrônicas

Pedro Penteado, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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O pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) emitiu um comunicado nesta quarta-feira (22) em que afirma não ter questionado a integridade do sistema de votações no Brasil através das urnas eletronicas.

A nota foi publicada após um trecho de seu discurso à embaixadores estrangeiros repercutir. Flávio mencionou informações falsas sobre a origem das urnas utilizadas nas eleições.

No texto divulgado, Flávio e sua equipe afirmam que o discurso se limitou a relatar dois fatos.

"O fato originariamente gerador da inelegibilidade de seu pai, Jair Bolsonaro (uma notória reunião com embaixadores) (...) Um relatório recentemente divulgado pela CIA, a respeito de fraudes nas eleições venezuelanas.

O fato que resultou na inegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro foi citado pelo filho pré-candidato. "Alguém que tinha uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral, e apenas manifestou suas preocupações para que os embaixadores levassem essa preocupação para os seus países", relatou, durante reunião organizada pelo site The Brazilian Report e pela agência Novo Selo Comunicação na última terça-feira (21).

Na reunião com embaixadores, Flávio afirmou que um documento da CIA, relatou manipulação nas eleições venezuelanas de 2010.

"Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, uma das suspeitas é que tenha havido uma programação para alteração das votações naquele país nas eleições de 2010 (...) Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana", declarou.

A reunião contou representantes das embaixadas no Brasil dos Estados Unidos, China, Israel, Alemanha e Reino Unido estavam presentes, além de 35 outros países e enviados de dois blocos: a União Europeia e a Liga dos Estados Árabes.

A fala em que Flávio que alega a origem comum entre as urnas brasileiras e venezuelanas foi desmentida em 2020 pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

"São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país."

A nota, assinada também pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da pré-campanha, e pela coordenadora jurídica da chapa, a advogada Maria Claudia Bucchianeri, ressalta a "integral confiança no sistema eleitoral brasileiro".

Confira a nota na íntegra:

NÃO É VERDADE QUE O PRÉ-CANDIDATO FLAVIO BOLSONARO TENHA QUESTIONADO A INTEGRIDADE DO SISTEMA DE VOTAÇÕES NO BRASIL.
EM SUA FALA, O PRÉ-CANDIDATO SE LIMITOU A RELATAR DOIS FATOS PÚBLICOS E AMPLAMENTE DIVULGADOS PELA IMPRENSA: 1) O FATO
ORIGINARIAMENTE GERADOR DA INELEGIBILIDADE DE SEU PAI, JAIR BOLSONARO (uma notória reunião com embaixadores); 2) UM RELATÓRIO RECENTEMENTE DIVULGADO PELA CIA, A RESPEITO DE FRAUDES NAS ELEIÇÕES VENEZUELANAS.

EM SUA FALA, QUE É BREVÍSSIMA NESTE PONTO, O PRÉ-CANDIDATO FLÁVIO BOLSONARO AFIRMA EXPRESSAMENTE QUE “NÃO ESTÁ QUESTIONANDO O
SISTEMA DE VOTAÇÃO BRASILEIRO” E EXORTA OS DIPLOMATAS ALI PRESENTESA MANDAREM O MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE REPRESENTANTES EM MISSÕESDE OBSERVAÇÃO INTERNACIONAL.

AFASTADA QUALQUER DESCONTEXTUALIZAÇÃO DAS FALAS DO PRÉCANDIDATO, SUA EQUIPE DE PRÉ-CAMPANHA REAFIRMA SUA INTEGRAL CONFIANÇA NO SISTEMA ELEITORAL BRASILEIRO E SUA CRENÇA IRRESTRITA DE QUE AS MISSÕES DE OBSERVAÇÃO INTERNACIONAL DEVEM SER FORTEMENTE ESTIMULADAS, POIS CONTRIBUEM PARA O “APERFEIÇOAMETO DO PROCESSO ELEITORAL, AMPLIANDO A TRANSPARÊNCIA, A INTEGRIDADE E A CONFIANÇA PÚBLICA NAS ELEIÇÕES.