Flávio busca se aproximar do mercado, mas sem consenso em cúpula do PL
Há quem defenda que filho do ex-presidente Jair Bolsonaro invista primeiro em resolver acordos regionais, atrair partidos do Centrão e aparecer em programas populares

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), busca se aproximar do mercado financeiro, inclusive com encontros de representantes do setor em São Paulo, como aconteceu nesta quarta-feira (17). No entanto, a iniciativa agora ainda não tem o apoio de toda a cúpula do PL.
Segundo apurou a CNN, há quem defenda que Flávio se concentre neste primeiro momento em unificar o partido em torno de sua candidatura e em negociações necessárias para resolver acordos regionais da direita pendentes pelo país.
Outro ponto levantado é que, para alguns, Flávio deveria trabalhar agora para atrair o Centrão junto a si, como os partidos PP, União Brasil e Republicanos, para limitar a proliferação de outras pré-candidaturas.
Visando a população em geral, há quem ressalte também a importância de ele investir em participações em programas populares para performar bem em pesquisas eleitorais e demover concorrentes do Centrão.
Essa estratégia já começou. Nesta última segunda-feira (15), Flávio foi ao Programa do Ratinho, no SBT. O apresentador, aliás, é pai do governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD), possível concorrente de Flávio ao Planalto.
Enquanto isso, Flávio já tem tentado apresentar um perfil mais moderado e conciliador do que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para atrair eleitores mais de centro.
Nas redes sociais, também passou a adotar um tom mais de pré-campanha, com “tesouradas em tudo o que não presta”. Como exemplo, cita acabar com gastos públicos desnecessários, leis “inúteis e obsoletas”, corrupção, criminalidade e o que chama de “interferência política em órgãos técnicos”.



